sexta-feira, dezembro 30, 2005


INTERNAUTAS
Hoje, já não nos conhecemos
Hoje, já não vemos nossos amigos
Hoje, somos ambiente da rede,
Hoje, somos cidadãos do mundo.
Amamos a desconhecidos,
somos palavras trocadas por fio.
Temos amigos, temos amor,
temos a distancia como amiga.
A tela como rosto,
o teclado como voz,
somos internautas
Invisíveis, etéreos e sonhadores,
somos anjos, somos monstros,
somos tudo que queremos ser.
Amamos, brincamos e brigamos,
sem nunca nos tocarmos,
somos ambiente da rede.
Vamos a outros lares,
sem invadir sua casa.
Somos amigos,
somos amados.
Somos o ombro para o choro,
somos a mão que ajuda,
e o teclado que ampara,
Somos tudo que queremos ser.

Somos ambiente da rede.
Temos amigos pelo mundo,
pois todos paramos na mesma esquina.
Somos ambiente da rede.
MAS ACIMA DE TUDO,
SOMOS CORAÇÕES, NÃO SOMOS MÁQUINAS,
SOMOS E SEMPRE SEREMOS, GENTE......


SERÁ ESTAS condições de não nos vermos fisicamente não ouvirmos o ton da voz não nos tocarmos, vamos a outros lares, sem invadir sua casa, que faz que se faça tantos amigos? fica aqui a minha questão?
Eu vou confessar nunca tive muitos amigos, porquê?! não sei, se por falta de tempo, se por falta de me dar. Mas agora há pessoas que estimo muito sem as conhecer.
Que este novo ANO 2006 seja repleto de AMOR. Vá até a janela do midi páre a musica e depois clique para ver e ouvir o clip.

quarta-feira, dezembro 28, 2005


ÁguaMarinha
Gatinho dado por??? clique e já vê.


AMIGO
Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de
Malhado.
Serapião não pedia dinheiro.
Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço, feito com sobras de comida dos mais abastados.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo em baixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor. Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter ideia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas e falou: - Nossa amizade começou com um pedaço de pão, ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo e daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu mundodabellunna
retribuo essa ajuda sempre que posso. Curioso perguntei :'- Como vocês se ajudam? Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode, continuando a conversa, perguntei? - Serapião, você tem algum desejo na vida? Sim, respondeu ele tenho vontade de comer um, cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina. - Só isso? Indaguei. - É, no momento é só isso que eu desejo. Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo. Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço, não contive e perguntei intrigado. - Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha? Ele com a boca cheia respondeu: - Para o melhor amigo, o melhor pedaço! E continuou comendo, alegre e satisfeito. Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando. Aprendi como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
"PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO"
Desconheço autor do texto
Tuxa


Visitem este site que é de bichinhos vale a pena é só clicar

Carnivora
Macaquito dado pela Tuxa

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Estas rosas são para todos aqueles que sofreram com o Tsunami .Porque até os lugares belos tem os seus dias de colera.


O PRINCIPEZINHO - SAINT EXUPERY-

Um bocadinho de texto


- É estranho, disse eu ao principezinho, tudo está preparado: a roldana, o balde e a corda.
Ele riu, pegou a corda, fez girar a roldana. E a roldana gemeu como gemem os velhos cata-ventos quando o vento dormiu por muito tempo.
- Tu escutas? disse o príncipe. Estamos acordando o poço, ele canta...
Eu não queria que ele fizesse esforço:
- Deixa que eu puxe, disse eu, é muito pesado para o teu tamanho.
Lentamente, icei o balde até em cima, e o instalei com cuidado na borda do poço. Nos meus ouvidos permanecia ainda o canto da roldana, e na água, que ainda brilhava, via tremer o sol.
Eu não queria que ele fizesse esforço:
- Deixa que eu puxe, disse eu, é muito pesado para o teu tamanho.
Lentamente, icei o balde até em cima, e o instalei com cuidado na borda do poço. Nos meus ouvidos permanecia ainda o canto da roldana, e na água, que ainda brilhava, via tremer o sol.
- Tenho sede dessa água, disse o principezinho. Dá-me de beber...
E eu compreendi o que ele havia buscado!
Levantei-lhe o balde até a boca. Ele bebeu, de olhos fechados. Era doce como uma festa. Essa água era muito mais que alimento. Nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da roldana, do esforço do meu braço. Era boa para o coração, como um presente. Quando eu era pequeno, todo o esplendor do presente de Natal estava também na luz da árvore, na música da missa de meia-noite, na doçura dos risos...
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas
num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...
- Não encontram, respondi...
- E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...
- É verdade.
E o principezinho acrescentou:
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...
SAINT EXUPERY


Dia de Natal vieram os meus sobrinhos a minha casa, são todos pequeninos porque só tive irmãos a partir dos meus 15 anos aí fiquei com 3 irmãs e um irmão o que significa que os meus sobrinhos tem dois 6 anos e dois 3 anos e um 1 ano e meio, faltou a Rafela e o Emanuel, que vivem longe do outro lado do oceano, falei com a minha mãe pelo messenger, e o dia foi bem passado em casa, porque lá fora estava tudo molhado, o Gil estava com varicela mas não muito forte, aqui vai umas fotos deles.

quinta-feira, dezembro 22, 2005



Hoje, mais um ano passado, ao abrir o livro de receitas porque há receitas que só faço no Natal, tenho necessidade de ler as mesmas. Dentro do livro, o postal de Natal que a Zita me deu em 1973, no ultimo ano que estive na António Arroio, nunca me esqueço das palavras da Zita “nunca mais nos vamos ver” ao que eu respondia, que disparate, ela tinha a noção que nunca mais as nossas vidas se cruzariam, éramos todas meninas e meninos com grandes sonhos de sermos grandes artistas, alguns poucos conseguiram, são nomes famosos, que eu fico de nariz colado na televisão quando nela aparecem, outros vou sabendo por portas e travessas dos seus sucessos, fulana tal, casou com aquele escultor muito mais velho que ela, mas que interessa, o amor é assim mesmo. Outros se perderam nas curvas da vida, ou por necessidades maiores de fazer frente à vida, empregaram-se em coisas que nada tem a ver com o nosso curso, ou se foram diluindo no dia a dia do trabalho anónimo de cada um, penso muitas vezes em muitas e muitos colegas, que se calhar se cruzam na rua ou em transportes públicos quem sabe, certamente uns mais gordos, outros mais magros, já com cabelos brancos, irreconhecíveis, será?
Mas tu Zita, continuas a ser lembrada, todos os anos o teu postal me acompanha, na cozinha, a marcar as receitas que vou confeccionado, vou-te vendo magrinha sempre de calças, porque tinhas vergonha de ter as pernas magrinhas, ainda soube que tiveste dois filhos, e que ficaste viúva cedo, mas nunca consegui falar contigo durante estes anos todos.

Imagino a Susana que se chamava Dina mas todos lhe chamavam Susana, às voltas também na cozinha, ela era toda caseira já naquela época. De tantos que éramos, a única com quem ainda vou falando de ano a ano, é com a Alda, é ela que ainda vai sabendo de alguns. E assim é passado o tempo na cozinha, nesta época de Natal, recordando os sonhos de menina, lembro-me também (como canta o Carlos do Carmo), quando íamos como um bando de pardais há solta, pela rua com o nosso T super grande (instrumento antigo para desenhar no estirador), nos transportes públicos, sim, porque nessa época nenhum de nós tinha carro.
Fomos no último ano estrear a Escola nova, ali para a Picheleira, hoje já está velha, mas é nas Olaias, descíamos a Barão Sabrosa, e estávamos na Paiva Couceiro, uns seguiam para o lado do Chile e eu apanhava o eléctrico que hoje já não existe, até ao fundo da Afonso III, chegava a casa e adorava ir até há janela, olhar o Tejo, por vezes a ver se via o Montijo, só depois ia para o meu quarto.
A vista de minha casa era uma coisa linda, com o mar da Palha e todo o estuário do rio como fundo, os barcos atracados ou ao largo fazendo-se ao mar, como era e, é bonito o rio Tejo, a luz batia-lhe com um brilho diferente de qualquer outro lugar. Nas noites de passagem de ano, todos os barcos a tocar as sirenes e lançar fogo de artifício.

É assim, através do teu simples postal de Natal, fico todos os anos sonhando, com esta nostalgia própria da época Natalícia. Certamente nunca irás ler isto, só por uma grande coincidência, seria possível, mas todos os Natais te desejo a ti e outras pessoas que fui conhecendo ao longo da vida, tais como os amigos de Férias do Parque de Campismo do Ferragudo, que eram quatro rapazes e que só por mero acaso, nos encontrávamos todos anos na praia, eram muito amigos da Mariana e da Filipa, iam até as pocinhas de agua e traziam peixinhos e caranguejos para elas verem, assim como estrelas do mar e ouriços, no final do dia tudo voltava para as pocinhas das rochas, um sei que morava na Amadora e vivia com os pais, era o Chico, os outros, já não me lembro do nome, pessoas que se cruzaram comigo, deixaram marca e que apesar de toda esta tecnologia moderna, não tenho oportunidade de dizer directamente. E Aqueles que nestes seis meses se cruzaram, virtualmente, e me acompanharam quase dia a dia.
Um bom Natal.

domingo, dezembro 18, 2005

Uma prenda muito querida




Natal de Esperança
Nesta altura de Natal,
Não devemos esquecer
Dar um gesto de amizade,
Aos que estão a sofrer.

Quer seja no hospital,
Ou esteja em casa doente,
Que o Natal restitua,
A saúde a toda a gente.

Os desejos mais sinceros,
Para quem a saúde falta,
Dum Santo e Feliz Natal
E que em breve tenham alta.

Pra todos os doentinhos,
Fica a expressa vontade,

Que o Natal ponha termo,
À sua enfermidade.

Que o Menino Divino,
Lhes conceda essa mudança,
Para que este Natal,
Seja Natal de esperança!...

Autor: Euclides Cavaco
Image hosted by Photobucket.comMais prendas muito queridas






quarta-feira, dezembro 14, 2005

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O seu a seu dono
Ora agora venho esclarecer que me enganei quanto ao texto postado ontem, ser de Gabriel Garcia Márquez, tem vezes que o parece que é, não é. Foi a Tuxa que me alertou para ver no site que fala sobre isso. Faço então a correcçãoMas é bonito seja lá quem escreveu. Diz o site abaixo mencionado o seguinte entre outras coisas
No artigo Marquez's 'latest poem' is a hoax (Calcuta on Line) o autor esclarece a origem do poema. O poema La Marioneta foi escrito por Johnny Welch, um ventríloquo que trabalha no México, para o seu boneco de nome Mofles. "Estou muito desapontado por haver escrito alguma coisa e não receber o crédito" disse Johnny Welch, o verdadeiro autor do poema.Image hosted by Photobucket.com
http://www.quatrocantos.com/lendas/31_marioneta.htm
.
Ontem estive afastada do computador porque gosto de fazer prendinhas de Natal, uma das prendinhas são sabonetes, como vai nas fotos. Mas que cá como não há glicerina em barra eu importei do Brasil, mas passou a ser tão chato desalfandegar, o
glicerina desisti, só faço mesmo raramente, para prendas especiais, aqueles bolinhos sou eu que faço, parecem bolos a sério, mas é tudo sabonete para lavar e cheirar bem. Outra é fazer uns crochés em toalhas para dar também no Natal recuso-me a ir para grandes superfícies fazer compras. Beijos até próxima postagem.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Recebi aquela bonequinha de uma amiga que tem um blog chamado Janelas e estando a lêr a postagem dela, me lembrei de um livro que li, de Gabriel Garcia Márquez que se chama amor em tempos de cólera, que faz lembrar a postagem dela, para a visitarem baste clicarem na imagem. A imagem de baixo pertence a um blog que se chama ecos do tempo.
E aqui vai a minha maneira de mostrar quanto gosto deste escritor postando a carta que ele fez aos amigos.

Carta aos amigos de
Gabriel Garcia Márquez"

Se por um instante Deus se esquecesse de que sou
uma marionete de trapo e me presenteasse um fragmento
de vida, possivelmente não diria tudo o que penso
mas em definitivo pensaria tudo o que digo.
Daria valor as coisas, não pelo que valem, senão
pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais,
entendo que por cada minuto que fechamos os
olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais se detêm, despertaria
quando os demais dormem.
Escutaria quando os demais falam, e como
desfrutaria um bom sorvete de chocolate! Se
Deus me obsequiasse um fragmento de vida, vestiria
simples, me atiraria de bruços ao sol, deixando des-

coberto, não somente meu corpo senão minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu
ódio sobre o gelo, esperaria que saísse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as
estrelas um poema de Benedetti, e uma canção
de Serrat seria a serenata que lhes ofereceria à
lua. Regaria com minhas lágrimas as rosas, para
sentir a dor de seus espinhos, e o encarnado beijo
de suas pétalas...
Deus meu, se eu tivesse um fragmento de vida... Não
deixaria passar um só dia sem dizer as pessoas que
quero, que as quero. Convenceria a cada mulher ou
homem de que são meus favoritos e viveria enamorado
do amor. Aos homens lhes provaria quão equivocados
estão ao pensar que deixam de enamorar-se quando
envelhecem, sem saber que envelhecem quando
deixam de enamorar-se! A criança lhe daria asas,
porém lhe deixaria que sozinho aprendesse a voar.
Aos velhos lhes ensinaria que a morte não chega com a
velhice senão com o esquecimento.
Tantas coisas tenho aprendido de vocês, os
homens... Tenho aprendido que todo o mundo quer
viver no topo da montanha, sem saber que a
verdadeira felicidade está na forma de subir a
escarpa. Tenho aprendido que quando um recém
nascido aperta com seu pequeno punho, pela primeira
vez, o dedo do pai, o tem apanhado para
sempre. Tenho aprendido que um homem só tem
o direito de olhar a outro com o olhar baixo quando
há de ajudar-lhe a levantar-se. São tantas coisas as
que tenho podido aprender de vocês, porém real-
mente de muito não haverão de servir, porque quando
me guardarem dentro dessa mala, infelizmente
estarei morrendo"

Um muito obrigada a todos que de uma forma ou de outra deixaram carinhos, ora no e-mail ora em comentários.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Esta rosa linda foi me dada por um gatinho chamado Quico que tem uns donos muito amigos dos bichinhos, e da natureza. Muito obrigada




Pequeno poema

Quando eu nasci
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama

O selinho foi a Cassia que fez uma menina que está muito feliz porque fez 18 anos.Mais o selinho da Cris do Petitecherie e da Máris do blogamigas, (peço desculpa que tinha colocado Marli que é outra amiga
Obrigados a todos que ontem já foram deixando os Parabéns, e para aqueles que não deixaram mas que se lembram.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

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SONHOS DE PAPEL

Hoje venho fazer um pedido
Resolvi fazer sonhos de papel
A ideia não é original, já alguém fez sonhos de papel sem igual.
Os meus sonhos de papel são feitos artesanalmente,
o papel é composto por pedacinhos dourados,
de estrelas cadentes, só os dou a quem os quiser usar nas asas do vento.
São de todas as cores, picotados, e em ziguezagues.
A minha palete de cor,
é composta por pedacinhos de céu
em noites de trovoadas,
com raios de cor, muito iluminados.

Sonhos de papel feitos com ilusão,
mas foram feitos com o coração,
são recheados de amizade e amor.

Resolvi colocar um anúncio no jornal, dando meus sonhos de papel,
responderam-me, se queria troca-los por sonhos de papel, recheados de poesia e alegria.
Concordei em troca-los, marquei entrega na rua esperança,
mas acabaram pedindo meus sonhos emprestados.

Quando os recebi de volta, vinham todos amarrotados, amarelos,
desgastados, rasurados e apagados.
Resolvi fazer novamente os meus sonhos de papel, de todas as formas e cores, alguns tem pedaços de sonhos de crianças, simples desenhos cheios de ternura e amor.
São embalados em caixas de cartão com laços de ráfia a enfeitar.
Os meus sonhos de papel, não tem garantia pois desfazem-se humedecidos por lágrimas de sonhos não realizados, mas podem ser reciclados em fardos para de novo serem utilizados, em novos sonhos verdadeiros.
Com tristeza venho anunciar que perdi meus sonhos de papel, foi na esquina da desilusão, próximo da avenida de incerteza, quando abri meu coração voaram no infinito da amargura tropeçaram ainda nos nós das palavras e perderam-se.
Aldora


Venho por isso pedir que deixem, se poderem, alguns sonhos de papel, nos comentários, juntarei há minha colecção de sonhos de papel.
Todos os sonhos de papel deixados eu postarei no ultimo dia do ano com o vosso nome, e ficaram durante o tempo que acharem que devem ficar, para isso quando os postarem basta dizer o tempo a farei a média dos dias que disserem.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

cenoura café e o ovo


A Cenoura, o Ovo e o Café
Uma filha queixou-se ao seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis...
Ela já não sabia mais o que fazer, parecia que assim que um problema se resolvia, um outro surgia. E cansada de lutar, pensara em desistir da vida e de tudo.

Seu pai, um "chef de cozinha", levou-a até a sua cozinha. Lá, encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.
Numa delas ele colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pegou as cenouras e colocou-as numa tigela. Retirou os ovos e colocou-os em outra tigela. Então pegou o café com uma concha e colocou-o numa xícara.

Virando-se para ela, perguntou: - Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras... Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse... Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café... Ela sorriu ao provar aquele aroma delicioso.
Então, ela perguntou humildemente: - O que isto significa pai?
E ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas, depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas, depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água. - Qual deles é você? - ele perguntou à sua filha. Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?

E você?
É uma cenoura, um ovo ou o pó de café?

(desconheço o autor)

terça-feira, dezembro 06, 2005


Cliquem em todos os selinhos que vale a pena para quem não conhece conhecer quem mos deu um muito obrigada ao Roberto que tem alma guerreira e a Nadjad.


Hoje a minha postagem é uma coisa do dia a dia, o e-mail da Filipa a relatar o que lhe aconteceu, eu achei giro e resolvi posta-lo.
Oi mininas

Isto há com cada uma... e tudo por causa... de uma estúpida da máquina de lavar. É verdade. Estava eu a começar a entrar no meu 1º sono, qdo de repente oiço um barulhão tão grande que pensei que me estavam a assaltar a casa. Como ainda estava relativamente acordada, consegui pôr o neuronio a trabalhar e com o coração aos pulos lá pensei que podia ser a máquina de lavar a espremer. Levantei-me e fui pé ante pé até à cozinha (que é só na outra ponta da casa). Quando entrei logo percebi o que se passou. A estúpida da máquina de lavar resolveu ter uma ataque de nervos quando se pôs a espremer, teve um chilique e desmaiou para a frente. A desgraçada da máquina de secar que estava em cima obviamente também caiu e ficaram ambas entaladas no frigorifico. Só me apetecia chorar, como ia eu tirar aquilo dali? Não podia deixar as máquinas daquela forma ainda para mais porque amanhã vou para campo, se bem que a de lavar bem merecia. Depois de 2 voltas nervosas à cozinha, à procura talvez que um "umpa-lumpa" me saisse de algum lado, ou um tipo (nem era preciso ser mto musculado, bastava que tivesse mais força que eu) surgisse misteriosamente de algum lado, percebi que só lá estava eu e que tinha de ser eu a tratar daquilo. Arranjei forças nao sei de onde (isto os nervos fazem coisas impensáveis) e lá consegui pegar na máquina de secar em força de braços (a minha graças a deus não é daquelas tipo maquina de lavar mas ainda assim, pesa como o diabo), tirá-la de cima da outra máquina e do meio do frigorifico e pô-la no chão. Depois faltava a outra "iztupida". Essa então, ainda pesava mais e além de ter roupa lá dentro estava entalada no frigorifico. Só rezava a todos os santinhos que a idiota da máquina, além de me ter estragado o chão, não tivesse tb estragado o frigorifico e avariado a máquina de secar, grrr. Com mta força lá a levantei e pus direita. Ainda arrisquei ligá-la e como funcionou consegui espremer a roupa que lá tinha, se bem que isto necessitou que me agarrasse a ela com bastante força para que ela não me partisse a cozinha toda, tal era a força com que se abanava ao espremer. E nisto lá estava quase às 2h da manhã a tremer por todos os lados por estar agarrada a uma máquina de espremer que resolveu fazer uma tentativa de suicídio, uma tentativa de homicídio com a máquina de secar e uma agressão ao frigorifico. E pronto agora resta-me abrir os cordões à bolsa e ir comprar, ter tempo e ir comprar uma máquina nova.


Nesta altura a Filipa ainda não sabia que o frigorifico por solidarizado com as suas amigas ou de tanta pancada que levou finou-se, sem mais nem ontem deixou
simplesmente de funcionar. Conclusão desta história o arranjo do frigorifico foi o preço de um novo, mas visto que ele era especial de corrida, mandou-se arranjar, a máquina de lavar roupa o papá comprou as peças e colocou de novo sempre ficou mais em conta, e ficou fina até novo chilique. A de secar ficou muito quieta no seu canto sem grandes problemas.


este é o selinho da Samia