segunda-feira, agosto 22, 2005

O Chá das 5



Como tenho saudades do chá das 5, tomado em casa da avó Inês, Senhora tua mãe, lembras-te tia! A avó, punha na mesa rosquinhas fritas, eram receita de uma espanhola que tinha servido a família depois da 2ª Grande Guerra, e uns bolinhos chamados ferraduras, que eram feitos pelas famílias dos noivos, para oferecerem antes do casamentos aos vizinhos, nunca entendi como havia sempre tanta gente a casar, pois lá em casa nunca faltavam desses bolos, e tu tia pegavas nas chaves do carro e saías apressada para ir ás compras a Santarém, pois, só lá havia alguma coisa de jeito para se comprar. Em Alpiarça, uma pacata província de vinhas, meloais e gente simples, como fazias inveja ao sair no teu automóvel (coisa muito rara para a época, uma mulher conduzir), e lá ias tu, não sem antes perguntares, mãezinha quer que lhe traga alguma coisa?, a avó, não tinha tempo de chegar a responder pois tu já ias pela rua fora e o nº 33 da rua, já tinha ficado à muito para traz. O meu primo ficava gatinhando pela casa fora, assobiando como um homem, dizia eu, avó parece mesmo que está cá um homem em casa, é o menino não vês!, e eu ficava tentado assobiar como o meu primo bebé e não conseguia. Tia hoje fiquei sem voz quando te quando telefonei para dar os parabéns, a tua voz mal se ouvia, o cancro não te dá descanso, e tu continuas com todas as tuas forças como sempre, a lutar para vencer, como sempre fizeste vencendo cada luta da vida como se fosse a única.

ADORO QUANDO ME VENS VISITAR!

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