sexta-feira, agosto 05, 2005

O País continua a arder



O Fogo continua da forma como mostra o mapa que tirei de um Jornal Diário. De manhã até agora Lisboa parece que tem um capacete de fumo e céu estava cinzento-escuro e faz um calor abafado pois as temperaturas são muito altas. Até o Vasquinho olhou o céu e disse é fogo fiquei sem entender como é que ele sabia. Se acontecesse ao menos o milagre, de uma boa chuvada para apagar os fogos todos.
É mesmo muito triste, a Filipa que sofre muito quando há fogo, ainda bem que não está cá para ver isto, está na Croácia diz que lá também faz muito calor, até me disse ao telefone, que parecia quase o calor do Brasil. Tenho saudades dela, a gata dela veio para casa da irmã que mora por cima de mim, a gata fica sempre muito zangada com a dona quando ela chega, por ter estado fora, os animais são muito espertos. O Vasco não queria almoçar fui buscar um gatinho bebé ficou a olhar para as brincadeiras dele almoçou tudo. Tenho a certeza que são uma óptima terapia até para pessoas doentes. Li um artigo de uma senhora, que o avô tinha feito uma cirurgia, e ela não deixou a cadela que pesava 65 kg ir para o quarto do dono, enquanto ela foi almoçar, ouviu a cadela a uivar foi ver o que se passava era o avô que estava farto de chamar, mas como estava fraco não conseguia gritar e a cadela deu o alerta e chamou a neta. Comigo há uns anos passou-se algo parecido, ainda morávamos todos juntos, na casa que é hoje da Filipa, fomos há rua eu, e o pai, e nos esquecemos das chaves em casa, quando chegamos batemos há porta de rua, mas as meninas não abriam, batemos com mais força, até que começamos a desesperar, e a bater mesmo com muita força aos murros, eu achei que estavam desmaiadas, ou algo tinha acontecido, era impossível não ouvirem batermos à porta, até que por fim, apareceu uma das meninas, e contou:
-Que estavam a aspirar a casa, tinham os fones de música na cabeça, por isso não ouviam, mas acharam muito estranho um dos gatos ía até a porta e mia, e voltava para junto delas, e voltava à porta, aí elas resolveram ir ver o que se passava, com a porta, quando nos ouviram bater.É os animais a mim sempre me fascinam.

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