segunda-feira, setembro 19, 2005

"Mesmo o menor dos felinos é uma obra de arte" Leonardo da Vinci "





Como começou o meu amor por gatos?não sei

acho que quando nasci já os gatos estavam à minha espera.
Quando vim ao mundo a minha tia e madrinha, tinha uma gata chamada boneca, era siamesa, super inteligente fazia xixi sempre em equilíbrio na sanita e esperava que ninguém estivesse a ver, eu lembro-me de ir ás escondidas ver a gata a fazer xixi. A minha madrinha vivia num quarto andar de um prédio, o soalho era em madeira e todas as semanas era super encerado, um dia a gata vinha a correr pelo corredor fora com uma barriga enorme, não travou a tempo, atravessou o quarto no seguimento do corredor, e terminou estatelada no meio da rua. Naquele tempo as varandas eram cheias de retorcidos em ferro, ela passou debaixo deles e caiu do 4º piso, lembro-me que a minha tia ficou muito chorosa e cheia de medo que os filhotes tivessem morrido, pois a gatinha estava grávida, felizmente nasceram todos bem e um deles ficou para mim. O Mignhon, era o meu gatinho siamês que eu passeava na rua, como um cãozinho, pois andava sempre de trela para todo o lado. Um dia foi a tribunal porque arranhou a porteira do prédio onde vivíamos, o juiz colocou-o em cima da mesa do tribunal, para analisar a ferocidade do animal, mas ele nem de propósito, fez tantas festas ao juiz, que a minha mãe ficou livre de problemas e o juiz em tribunal ditou a sentença, que o animal para ter arranhado a senhora, alguma coisa ela lhe deve ter feito. Pouco tempo depois ele desapareceu da entrada da minha casa, nunca mais foi visto, eu estava a jantar e ouvi um gato a miar muito aflito, mas a minha mãe pensava que eu estava só a distraía-la e não ligou. Como a procura do Mignhon foi tão grande, passados uns dias apareceu um gatinho preto a nossa porta abandonado, escusado será dizer que ficou logo em nossa casa, e demos-lhe o nome de Talismã. Foi a minha grande companhia durante uns anos, eu na altura teria sete anos, fui separada da minha mãe e da minha família, só quem me acompanhou sempre foi o Talismã, pelas várias casas das várias tias por onde fui passando, o Talismã foi me acompanhando, acabando a viver comigo na casa de uma tia que me deixava ele dormisse dormir comigo, o que me dava muito prazer, ele tinha só um defeito, mamava nos cobertores, fazendo assim maminhas no cobertor e levando a que a minha tia tivesse que ter sempre aquele cobertor a fazer de colcha para ele de noite mamar nele, de manhã era muito giro, ver o cobertor todo cheio de pompomzinhos.

Penso que ele foi muito feliz como gato, vivia na província podia passar o tempo por cima dos telhados, dormindo ao sol e à noite vinha sempre para o quentinho de casa, com o seu trauma de mamar no cobertor, talvez tivesse sido separado da mãe cedo de mais, tal como eu.
Foi um bom amigo, até que um dia, sendo já um gato muito sabido desapareceu. A minha tia consolava-me dizendo que ele tinha arranjado uma gatinha e certamente tinha ido viver com ela, eu foi me conformando até que por entre dentes das vizinhas percebi que alguma coisa devia ter acontecido, mas tentava não querer saber mais, a ideia dele ir viver com uma gatinha era mais giro. Ainda hoje a minha tia me diz olha que foi ele que fugiu e foi atropelado, nós não podemos fazer nada, ela ainda tem receio que eu pense que ela teve alguma coisa a ver com o desaparecimento do Talismã.

Até hoje, tenho vivido sempre acompanhada de gatos, de vez em quando tenho um desgosto, mas sei que a vida é assim, nascem e morrem como tudo o que está vivo. Uns deixam mais recordações que outros e ficam mais na minha memória, outros por um motivo ou outro, não me trazem tantas recordações, mas nenhum ficou esquecido. Neste momento tenho quatro gatas e um gatinho.

4 comentários:

Carla disse...

Oiii!!!
Td bem?!
Vim agardecer a visita e as palavras bonitas...
Vc ficou comovida com minha história e eu com a sua,rs,eu tb amo gatos,tenho 2,vc deve ter visto a foto do Roque no blog (ele vai comigo qd casar),sou apaixonada por ele e ele por mim,ele fala comigo e eu entendo td,rs,qd eu chego ele corre p me encontrar e tb dormimos juntinhos ;o)
Eu adorei seu cantinho,voltarei mais vezs,e te espero lá no meu blog pra contar os dias comigo ;o)
Boa semana!!!
Bjus
Cá =^.^=
5 dias :o))
Obs: Se eu não aparecer mais essa semana é pq estou correndo bastante,mas tenha certeza q voltarei ;o)

Regina disse...

Querida Aldora Bzzzzzzzzzzzz... To voando baixinho, pra deixar um beijo em cada flor do meu canteiro da amizade! Aqui está o seu: Ssssssmack! Que sua semaninha seja abençoada e cheia de alegrias!
Com carinho,
Regina

Fátima disse...

Oi, vim agradecer a visita e adorei ler esse texto........
Também crio gatos desde muito pequena. Atualmente tenho 3 que me enchem de muita alegria com suas bricadeiras.
É um prazer encontrar alguem que entenda meu amor por essas criaturinhas maravilhosas.
Um grande abraço e volte sempre
Fátima

kaldinhas disse...

Deliciei-me a ler a tua aventura dos gatos.Há aí coisas que temos em comum,eu também sempre vivi rodeada de animais.Os meus preferidos eram os cães e os gastos.Os gatos pela sua independencia,pela sua astucia,procuram-nos quando querem mimos.Identifico-me muito com eles.Eles é que são nossos donos e não nós deles.Os cães identifico-me com eles pela lealdade,pela fidelidade e amizade.
Adoro animais e corta-me o coração sempre que sei que algum está a sofrer.
A minha gata,ainda hoje mama num roupão que eu tenho.Está todo coçado,inacapaz de vestir.só serve mesmo de biberão para a Pita.
Beijocas grandes