sexta-feira, outubro 07, 2005

Poemas da Esperança e Abismo dos Passaros

MIAU MIAUU GATINHOS VOADORES DÃO CARINHOS MIAUUU



Estive sem postar pois não foi possível aceder ao computador .
Estava a mexer em cadernos velhos quando me surgiu, um poema copiado por mim de Sebastião da Gama. Naquela altura nem pensava poder ler os que me apetecesse assim tão facilmente como agora através da Internet. Aqui vai o poema que eu tanto gostei. Os outros são poemas que também gosto


Poema da minha esperança

Que bom ter o relógio adiantado!...
A gente assim, por saber
que tem sempre tempo a mais,
não se rala nem se apressa.

O meu sorriso de troça,
Amigos!,
quando vejo o meu relógio
com três quartos de hora a mais!...
Tic-tac... Tic-tac...
(Lá pensa ele
que é já o fim dos meus dias.)
Tic-tac...
(Como eu rio, cá p'ra dentro,
de esta coisa divertida:
ele a julgar que é já o resto
e eu a saber que tenho sempre mais
três quartos de hora de vida.)
Sebastião da Gama (1945)


ABISMO DE PÁSSAROS

Os poemas são pássaros
nascidos no longínqüo,
sem ninho ou destino,
que vivem sem tempo.
Sem pouso e sem vontade,
seguem voando, eternos,
nas linhas de meu horizonte.
O poema é, em si:
vaga na angústia do sonho,
segue o vento em vôo lento,
mergulha das densas alturas
e eterniza-se, por fim,
abismando-se em mim.
(Robertson Frizero Barros)

O OLHO
é uma piscina de coisas
e palavras vestidas de cor. Nos meus entra o branco.
Como um tecido veste o corpo, por dentro.
Dizem que é luz e que faz as coisas serem verbo.

No meu olho vivem também poemas, em bruto, como numa rocha de água.
Há cabelos pretos e azuis, outros olhos de gente que olha com poemas dentro.
Num olho, que sente, vivem as coisas, os poemas, as cores e todas as pessoas.
Só num olho. Isso cá fora é impossível.
O olho humano é uma piscina de água quente
com camélias brancas da paz envolvendo a humanidade nas coisas, as coisas com a humanidade. è um principio real.
Outras coisas dizem também isto.
Constantino Alves

terça-feira, outubro 04, 2005






Papá hoje farias 76 anos, nunca me esqueço do dia do teu aniversário.
Passaram 11 anos que me deixas-te, sem uma palavra, uma única frase sequer, dirigida a mim, procurei por dentro de livros, por onde pude, mas não encontrei nada, que tivesses deixado para despedida. Ainda hoje é muito difícil falar contigo sem chorar. De qualquer forma se tiveres algum meio de me ouvires, digo-te, tenho muita pena que não tenhas conhecido estes novos meios de comunicação, e de conhecimento, que é hoje a, Internet.
Tu que sempre foste tão inteligente, tão virado para tudo que era novas tecnologias, certamente nunca te irias sentir só, como penso que te sentias. Não quiseste continuar desististe, tenho muita pena que assim tenha sido. Faltava tão pouco para o Natal, seria isso que te fez ir embora?
Tantas perguntas ficaram por responder!
- É estranho, sinto que hoje estás mais perto de mim, talvez por isso não seja necessário dizer muito mais, fui à procura de um livro de Saint Exupéry que tanto gostavas como escritor, aqui vai um pequeno texto do livro “Terra dos homens”.
“Só somos felizes, quando tomamos consciência do nosso papel, mesmo o mais apagado. Só então podemos viver e morrer em paz: porque é o que dá sentido à vida é o que dá sentido à morte.
A morte é cheia de doçura, quando está na ordem das coisas, quando o camponês, no termo do seu reinado, deposita nas mãos dos filhos a sua parte de cabras e oliveiras, para que eles as transmitam, por sua vez, aos filhos dos seus filhos. Só se morre a meias numa família camponesa. Cada existência fende-se na sua hora, como uma vagem e entrega as suas sementes. É bem sabido que tudo no homem é paradoxal. Assegura-se-lhe o pão para lhe permitir criar e ele adormece; o conquistador vitorioso amolece, o generoso torna-se sovina se o enriquecem. Que nos importam as doutrinas politicas que pretendem desenvolver o homem se não soubermos primeiro qual o tipo de homem que vão desenvolver! Quem vai nascer? Não somos gado de engorda, e o aparecimento de um Pascal pobre tem mais peso do que o nascimento de vários anónimos prósperos.

A terra ensina-nos muito mais sobre nós próprios, do que todos os livros. Porque nos resiste. E o homem descobre-se quando se confronta com o obstáculo. Mas, para o atingir precisa de um utensílio. De uma plaina ou dum arado. No seu trabalho, o camponês arranca pouco a pouco à natureza alguns segredos; e a verdade é universal”.
Acho que hoje ao sentar-me aqui, a escrever para ti papá, ao transcrever este livro que tanto gostavas (nunca me tinha debruçado, (sobre o livro e já o conheço há muitos anos), mas agora acho que ficou tudo mais nítido foi como se as palavras Exupéry fossem as respostas que me ficaram por responder. Esta foi a maneira que achei para te oferecer como prenda de anos, ler aquilo que tu gostavas.

domingo, outubro 02, 2005





Fui destaque no blog da ReginaBee
Quero agradecer pois não esperava nada,
pensava que só era destaque,
blogs de utilidade, fiquei sem fala.
Em seguida não podia utilizar o computador,
porque o meu marido resolveu instalar
um DVD no computador fiquei numa ansiedade sem saber se me teria enganado, só tinha visto no e-mail, Quando pude ver nem sabia o que fazer em seguida. Mas aqui estou sobrevivi ao impacto. Aqui vai a minha homenagem a Bee.

Só quando somos perseguidos nos tornamos mais velozes.(KahlilGibran)

“ Se cada um dos seus dias for uma centelha de luz, no fim da sua "Se cada um dos seus dias for uma centelha de luz, no fim da vida você terá iluminado uma boa parte do mundo." (Merlo)


O que descobri sobre Abelhinhas

Segundo uma crença popular, as abelhas não pertencem ao reino animal, mas ao reino das Fadas. Cada colméia seria, então, o corpo de uma determinada fada, sendo que a abelha-rainha encarnaria o coração do conjunto inteiro, sede da alma, isto é, da fada. A inteligência da colméia dependeria então de um universo paralelo e não das próprias abelhas (salvo pelo lado mecânico).

A lenda hindo-himalaia sustenta que a abelha não é originária do nosso planeta, mas de outro ponto do cosmos. Não se trata aqui do inseto, mas da fada – como está indicado no Kalevala finlandês. O gato e o cavalo também seriam cósmicos em essência. O Egito classificou a Abelha de "fada real".
Tirado este texto do site:
http://www.geocities.com/beesnet2001/