sexta-feira, outubro 21, 2005



OS MEUS GATOS
Presentemente tenho quatro gatas, gatas repito, uma das razões é porque são fêmeas e fêmea, é bicha ruim, quem quer uma bicha que fica grávida a toda a hora, como se fosse possível as bichas não terem mais em que pensar senão procriar, na verdade, as minhas ficam com o cio uma ou duas vez por ano e nessas alturas é muito simples, dou-lhes a pílula, ou não as deixo sair de casa contrariando assim natureza.
Na verdade não era para falar da vida sexual das minhas bichanas, que comecei a escrever, mas para contar como algumas vieram ter comigo. A fofinha (nome devido ao pêlo muito fofo), é uma gata branca angorá, andou uma semana ou mais pelos quintais, o pêlo dela estava tão feio tão sujo, estava tão magra que os vizinhos enxotavam-na como sendo peste, eu comecei a ver aquela coisa esquisita, que pensava eu ter dono muito sozinha, decidi dar-lhe comida, aí ela deixou-se apanhar, logo que entrou em casa e viu a Tuigy (outra das minhas gatas, que nos deram no mercado, perita em abrir portas), saltou da janela do segundo andar, voltei a apanha-la, lavei-a e ficou linda, começou a ficar gordinha, cada vez mais gordinha e ao fim de pouco tempo, para espanto meu, percebi que estava grávida, cada vez que saía à rua (sempre gostou de dar a sua voltinha), ficava com medo que volta-se para os antigos donos, mas ela, passado o tempo da voltinha, lá vinha e ainda hoje penso, um dia volta para os outros donos, mas ela tem mantido esse hábito, todos os dias dá uma voltinha e volta para casa muito feliz, nunca percebi porque insiste em sair, não sei tinha por hábito fazer as necessidades na rua, fica-me essa dúvida quanto aos passeios dela.
– Bem, pouco tempo depois da minha descoberta da sua gravidez, teve dois gatinhos, uma gata e um gato, foi logo de principio muito má mãe, não parecia gostar deles, não rejeitou totalmente mas também não era carinhosa, só mais tarde entendi qual seria a razão, eram os dois totalmente surdos, ela tem um olho de cada cor um azul e outro amarelo, mas os gatinhos, tinham os dois olhos azuis e ao que me contou o veterinário, é normal serem surdos, os animais acho, que se apercebem dos defeitos das crias e por isso os rejeitam. O gatinho foi dado a um amigo da Filipa, a filhota gata, chegou a ter dois donos e por razões diversas acabaram também por não a querem, como ela já estava grande e as pessoas preferem ter os animais desde bebés, ficou connosco, hoje é a nossa surdinha. A Mariana, nunca gostou desse nome (talvez porque trabalha com crianças com “necessidades especiais”), no entanto chamamo-la assim, ainda tentamos outros nomes, mas quando falamos dela, é sempre a surdinha. Tenho montes de truques para a fazer vir para casa (sai à mãe, também gosta de dar a sua voltinha), há noite, acendo a luz do jardim e passado pouco tempo ela entra, mas não pode estar ninguém ao pé da porta senão assusta-se e foge. Ela, para além de surda é super medrosa, talvez seja a defesa dela, nós tivemos um macho que era super esperto, o Gremlim e morreu atropelado, ela lá se vai aguentando nesta rua super perigosa, onde todos os dias existem acidentes. Noutra altura contarei mais sobre as minhas gatas por hoje fico por aqui.
As minhas gatas pediram para não me esquecer de colocar o award da sua amiga katy Pompom

quarta-feira, outubro 19, 2005

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Uma moça estava a espera de seu voo, na sala de embarque de um grande aeroporto.
Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas. Sentou-se numa poltrona, na sala Vip do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado da poltrona onde estava o saco de bolachas sentou-se um homem, que abriu uma revista e começou a ler.
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Sentiu-se indignada mas não disse nada. Apenas pensou: “Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho, para que ele nunca mais esquecesse desse atrevimento ! “A cada bolacha que ela pegava , o homem também pegava uma. Aquilo a foi deixando indignada, mas não conseguia reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
“ah... o que esse abusado vai fazer agora ? ”
Então, o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela.
Ah!! Aquilo era demais ! Ela estava bufando de raiva !
Então, ela pegou seu livro e suas coisas e se dirigiu ao local de embarque. Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona, já no interior do avião, olhou dentro da bolsa para pegar alguma coisa; e, para sua surpresa, o seu pacote de bolachas estava lá, ainda intacto, fechadinho ! Ela sentiu tanta vergonha! Ela percebeu que a errada era ela...
Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas em sua bolsa. O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado.
Enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo a dela com ele. E já não havia mais tempo para se explicar nem pedir desculpas! Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo a “bolacha” dos outros, e não temos consciência disso ! Antes de concluir, observe melhor!
Talvez as coisas não sejam exactamente como pensa !
Não pense o que não sabe sobre as pessoas.

...hoje resolvi vestir a postagem todo chique pois de vez em quando, sabe bem colocar aquele brinquinho, aquele fiozinho no pescoço, bem foi o que fiz na postagem, as minhas filhas vão dizer que está piroso, enfim não podemos agradar a todos ao mesmo tempo, é necessário é que nos sentimos bem.Quanto ao texto mais uma vez não sei quem escreveu. Beijinhos até há próxima.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Rio de Janeiro

Gatinhos pedem que comente miau miau obrigada!




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Rio de Janeiro
Durante muito tempo tive medo de ir ao Rio de Janeiro, pensava que era um destino turístico onde nunca iria fazer por causa da violência. Hoje vejo que estava enganada, pelo menos não tenho razão de queixa, é tão violento como qualquer grande cidade. Vou contar sobre onde estive e o que me encantou, a beleza e a hospitalidade dos cariocas. Eu pessoalmente fiquei fã de Copacabana, é um lugar mais para coroas como eu, gostei de Prainha, recreio dos Bandeirantes. O Cristo Redentor, que eu imaginava tão diferente, a sua paisagem é de uma grandeza impossível de se descrever, o prazer que dá subir pelo elevador, por aquela mata é fantástico. A lagoa, também é um lugar muito belo, pelo tamanho e pelo facto de estar no centro da cidade. E Búzios, um dos mais charmosos do país, com praias paradisíacas, pousadas de decoração rústica ou de luxo, o comércio é semelhante ao da Zona Sul do Rio, com uma variedade de restaurantes e cardápios de primeira linha que encantam desde que Brigitte Bardot apresentou Búzios ao mundo..
Cabo Frio e Arraial do Cabo completam as pérolas da chamada Região dos Lagos, ligada ao Rio por uma estrada novíssima, por avião ou helicóptero. Quem gosta de história pode subir a serra em direcção a Petrópolis, que guarda grande acervo da família imperial que escolheu aquela cidade para refúgio pelo clima mais ameno. Eu nunca imaginei que houvesse uma serra com ar tão parecida com Sintra em Portugal, só imaginava praias e tudo plano. Gostei imenso de conhecer Itamonte, com as suas cachoeiras, é fantástico. A ilha de Itacuruça e as que a rodeiam, são fantásticas, são como nos filmes, para uma europeia como eu, parece mesmo só de filme. E claro tenho que falar de Pedra de Guaratiba que é uma vila piscatória onde a minha mamã tem um sitio, que acho muito agradável para se viver fora do reboliço da grande cidade. Recomendo por isso a todos que leiam este texto, que visitem o Rio de Janeiro, que vale a pena


Clique na flor para saber quem ma deu

domingo, outubro 16, 2005

Gatinhos pedem que comente miau miau obrigada!





Forma de Inocência
Hei-de morrer inocente
exactamente
como nasci.
Sem nunca ter descoberto
o que há de falso ou de certo
no que vi.
Entre mim e a Evidência
paira uma névoa cinzenta.
Uma forma de inocência,
que apoquenta.
Mais que apoquenta:
enregela
como um gume
vertical.
E uma espécie de ciúme
de não poder ver igual






Obrigada por ter tido 2000

visitas hoje

coloquei poemas de António Gedeão,

pseudónimo de Rómulo de Carvalho, nasceu em Lisboa em 1906 e faleceu na mesma cidade em 1997.



Fala do Homem Nascido

Venho da terra assombrada,
do ventre da minha mãe;
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido por me trazerem aqui,
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci.

Trago boca para comer
e olhos para desejar.
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver.
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder.

Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da Natureza
nunca ninguém as venceu.
com licença! Com licença!
Que a barca se faz ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.