sábado, novembro 12, 2005


Sempre se lembre que a pele se
enruga...
O cabelo se torna branco,
os dias se transformam em anos...
Mas o importante não muda...
Tua força e tua segurança não têm idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha...
Atrás de cada linha de chegada,
há uma de partida...
Atrás de cada engano,
há outro desafio...

Enquanto estiveres viva, sinta-se
viva...
Se fizestes algo diferente,
volte a fazê-lo...
Não vivas de fotos amareladas...
Segue em frente ainda que todos esperem que desistas...
Não deixes que se oxide o ferro
que existe em ti...
Faz que, em vez de pena,
tenham respeito por ti...
Quando, devido à idade não possas correr, ande depressa...
Quando não possas andar depressa, caminha...
Quando não possas caminhar,
usa a bengala...

Mas não pares nunca!


Texto: Camille Claudel

sexta-feira, novembro 11, 2005


Gato que brinca na rua
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.


Estes não brincavam na rua mas em cima do meu sofá.O preto e branco é o charly que está no template.
Fernando Pessoa

Bom fim de semana.

quarta-feira, novembro 09, 2005



Dia 11 de Novembro, Dia de São Martinho. Neste dia, um pouco por todo o país, assam-se castanhas, bebem-se vinho novo e água pé e, em alguns pontos do país, ainda há quem reuna familiares e amigos à volta de uma fogueira ao ar livre...

O água pé é o resultado da água lançada sobre o bagaço da uva, donde se retirava o pouco de mosto que aí se mantinha. Esta bebida pode ser consumida em plena fermentação ou, depois disso, adicionando-lhe álcool. Assim, diz o ditado popular "no dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho". No fundo, com o São Martinho e o Magusto comemora-se a proximidade da época natalícia, e mais uma vez, a sabedoria popular é esclarecedora: "dos Santos até ao Natal, é um saltinho de pardal!"



O Verão de São Martinho vem da lenda soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante... S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. E, apesar de mal agasalhado e sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso." É o chamado Verão de São Martinho!"


Hoje as minhas quatro gatas todas tomaram banho, cada uma foi diferente da outra, tal como as pessoas, a Fofinha tinha frio enquanto colocava o champou e queria ir para dentro do alguidar, que tinha agua bem quentinha, a Tuigy a partir de certa altura, ficou farta e queria sair, a surdinha foi a que parece que gostou mais de ser seca com a toalha, estava deliciada, e a Xé essa é a terrorista.Esta foto linda foi a Regina Bee que me enviou, é muito fofinha não é? A ver se á manhã, vou comprar castanhas, que não tenho cá em casa, para assar num assador daqueles mesmo de barro que trouxe a alguns anos de Castelo Branco.Se poder depois tiro fotos do assador.

terça-feira, novembro 08, 2005


O frango atravessa a estrada...

Por que motivo é que o frango atravessou a estrada?

PROFESSOR DA PRIMÁRIA - Porque queria ir para o outro lado.

ARISTÓTELES - Está na natureza dos frangos atravessar a estrada.

ANDERSEN CONSULTING - A desregulação do lado da estrada onde se

encontrava o frango estava a ameaçar a sua posição dominante no mercado. O frango enfrentava importantes obstáculos para criar e desenvolver as competências necessárias para encarar a competitividade do mercado. A Andersen Consulting, numa relação de sócio e cliente, colaborou com o frango .

BILL GATES - A Microsoft acaba de lançar o Microsoft Frango 2000, que não só atravessa estradas, como também põe ovos, arquiva documentos importantes e faz contas.

BUDA - A pergunta é uma negação da própria natureza do frango.

CAPITÃO KIRK - Para chegar ousadamente onde frango algum jamais havia chegado.

DARWIN - Ao longo da evolução, a acção da selecção natural sobre os frangos favoreceu os mais aptos a atravessar a estrada, de forma que só esses sobreviveram.

EINSTEIN - Se o frango atravessou a estrada ou a se estrada se deslocou sob o frango depende do ponto de vista do observador.

FREUD - A preocupação com o motivo que levou o frango a atravessar a estrada revela um recalcamento da líbido ao nível do subconsciente, possivelmente associado a insegurança sexual originada pelo receio de tendências homossexuais latentes.

HEMINGWAY - Para morrer. Sob a chuva.

HIPÓCRATES - Devido a um excesso de humores no pancreas.

MAQUIAVEL - A questão é que o frango atravessou a estrada. A quem importa porquê? O fim de atravessar a estrada justifica qualquer motivo.

MARTIN LUTHER KING - Vejo um mundo no qual todos os frangos serão livres para atravessar a estrada sem que sejam questionados os seus motivos.

MARX - Era uma inevitabilidade histórica.


MOISÉS - E Deus desceu dos céus e disse ao frango: "atravessa a estrada". E o frango atravessou a estrada, e todos se regozijaram, e louvaram o Senhor.

PLATÃO - Porque ia em busca do bem.

BOCHEICHAS - Porque... qual era a pergunta? Ah!, pois, o frango. Bem, porque, euh, bem, hãã..., esqueci-me...

ALDORA- O frango atravessa a estrada para ir ao veterinário ver se tinha a gripe das aves.

domingo, novembro 06, 2005


FANTASMAS

Hoje ao ver um blog giro no mundo da luna encontrei o (só clicar para ver)


Lembrei-me das estórias de medos que me aconteceram.
Aqui há coisa de 25 anos, morava eu na vivenda onde vivo agora pela segunda vez e este lugar era quase deserto, tinha e felizmente ainda se mantém, uma grande quinta na frente de casa, no entanto, ao redor haviam poucas as casas e os carros eram poucos ou nenhuns ou quase nenhuns os que por aqui passavam. Pois numa noite bem invernosa, acordei com o barulho de uma corrente à volta da minha casa, ouvia nitidamente o barulho da corrente de metal, ora para lá, ora para cá. Se há coisa que tenha, é que quando estou assustada, tenho que ver com os próprios olhos, o que é que se está a passar, nem que esteja toda a tremer, mas ficar com medo sem ver é, eu não consigo. Levantei-me da cama em camisa de noite, era de algodão branco, até aos pés e mãos e na altura tinha cabelo bem comprido, abri a porta da rua e fui até ao jardim,
comecei a ouvir o som da corrente bem nítido, mas era muito escuro e tinha dificuldade em ver, dei a volta há casa e o barulho parecia correr á minha frente, na altura passava um homem a pé pela estrada que desatou a correr, rua abaixo, não o vi mais, certamente quando me viu ainda teve mais medo que eu, mas eu resolvi não sair dali enquanto não visse o fantasma que me assustava, qual não foi o meu espanto quando dei de caras com um cão com uma longa corrente de metal ao pescoço que se soltou de casa do vizinho do lado e passeava pelo meu quintal dum lado para o outro, tinha entrado certamente por baixo do portão e ali andava ele metendo medo, se eu não tivesse visto, ainda hoje jurava que tinham andado fantasmas no meu quintal.

A outra história aconteceu há bem pouco tempo, na minha cozinha tenho uma despensa onde tenho as máquinas da roupa, aspirador e tudo o mais que é normal existir dentro das despensas. Pois um dia começo a ouvir o barulho de um motor a trabalhar, resolvi ir ver a máquina de lavar, estava desligada, a de secar desligada, talvez fosse o barulho de água, fui até ao contador e desliguei-o e o barulho continuava, fui ao contador da luz desliguei-o e o barulho na mesma, pensei se calhar é da casa de cima, subi as escadas e fui a casa da vizinha de cima (que é a minha filha mais nova), tinhas todas as máquinas desligadas, mas pelo sim pelo não desliguei o contador da água e luz, vim ao rés do chão e o barulho sempre, humhumhum...., mas que raio podia ser aquilo pensava eu, será que estou a ficar tonta de todo. No fim sabem o que era, conhecem aqueles aspiradores pequeninos que não necessitam estar ligados á corrente para trabalhar, pois é, eu ao guardar qualquer coisa na despensa, devo ter ligado o dito sem querer. Talvez por ser tão raro utilizar e se encontrar debaixo dos sacos de plástico, ficou fazendo aquele barulho até o encontrei e desliguei. Assim por vezes se criam medos sem razões, porém ainda há alguns que não chego a descobrir, mas acho que todos hão de ter a sua lógica.
Em seguimento ao blog de cima que encontrei no mundo da Luna também tem este link que está engraçado.
http://paginas.terra.com.br/lazer/adammada/adammadadeoutubro05/links.htm