quinta-feira, dezembro 07, 2006

Cris amiga muito obrigada pelo teu cartão lindo. O site da Cris tem lindas coisas para enfeitat no Natal os Blogs, basta carregar no cartão ou ir a este endereço http://www.petitecherie-blog.com

Quando chega a quadra Natalícia fico sempre com vontade de fugir do mundo, o mundo cor-de-rosa que nos é apresentado no Natal, é efémero, nos dias que o procedem tudo é esquecido e as vidas voltam a ser cinzentas e enfadonhas, isto para não contar que muito provavelmente só um terço da população terá essa falsa sensação de alegria e amor, pois há milhões e milhões de seres humanos que nem sabem o que isso é e que nesse mesmo dia morrem milhares de crianças ser uma gota de água ou um naco de pão para comer.

Agora vou contar vos a história de uma menina que também não gostava muito do Natal.
Era uma vez uma menina que nasceu de uma família remediada, não era por falta de dinheiro para os brinquedos recebidos que se sentia triste no Natal, mas por causa da falta de amor e alegria no seu lar.
Os pais casaram muito novos mas só passados uns anos tiveram essa filha, ao que parece nem sempre se deram muito bem, a Mãe dizem que era muito bonita, o Pai muito ciumento, ora esses dois factores causavam uma mistura explosiva.
Aos 5 anos os pais separam-se, mas como é normal nestas situações, com a pressão dos familiares mais próximos logo se voltaram a juntar, aos 6 anos os pais separaram-se de vez e desmancharam o seu lar, os seus brinquedos que para a época eram bastantes foram colocados em sacos, só os voltou a ver já adolescente e grande parte deles tinha-se estragado, por estarem guardadas em dispensas e arrumos menos convenientes.
Para piorar a situação descobriu que não havia Pai Natal, conta ela que ao passar o Natal em casa de uma tia, viu na dispensa um certo embrulho que era do feitio de um chapéu-de-chuva, como o da Mary Poppins, não é que o mesmo veio a aparecer na manhã seguinte na chaminé como sua prenda de Natal. Porém as prendas das primas, eram daquelas que só um Pai Natal vindo da Lapónia poderia ter trazido, lindíssimas, para que quer uma criança de 6 anos um chapéu-de-chuva, aí ficou a perceber que o Pai Natal não era o mesmo. Apesar disso fingiu que não tinha percebido e pensou que o melhor era imaginar que talvez um dia ele aparecesse mesmo.
Nos Natais seguintes, foi pedindo ao Pai Natal e ao menino Jesus, a simples visita da sua mãe, pois estava separada dela há muito tempo, mas ela nunca apareceu, o pai tinha-a escondido em casa de familiares, para que ela não a pudesse ver, por sua vez os seus tios tentaram que a mãe a fosse visitar, mas ela por medo ou por outra razão nunca o fez.
Como já perceberam, os Natais dessa menina passaram a ser em casa de outros tios que, apesar da falta dos seus pais, sempre fizeram o possível por colmatar a falta dos mesmos. Uma das tias fazia um presépio em cima de uma grande mesa, tinha para aí uns cinco metros de comprimento e um metro de largura, cheia de montes cobertos de musgo, moinhos, moleiros com sacos de farinha, figurinhas pequeninas todas lindas, havia um rio com água verdadeira e arvores feitas de pequenos ramos, não faltava a searinha do menino Jesus, que era feita com antecedência e propositadamente com sementes de trigo de modo a que, em Dezembro ficasse uma seara linda, em ponto pequeno é claro.

Mais tarde, já adolescente voltou-se a encontrar com sua mãe e o que mais a surpreendeu nesse encontro foi a voz dela, tinha-se esquecido completamente da voz da mãe.
Daí em diante passou novamente a estar com os pais no Natal, a véspera em casa do Pai e o dia de Natal com a mãe. Hoje, diz não se recordar dos presentes que recebeu durante esse período, certamente não eram tão importantes, como ter Mãe e Pai que a amassem ainda que separados, mas não foi por muitos Natais que teve a companhia da Mãe, pois ela tinha refeito a sua vida e constituído outra família, saiu do país, e passaram anos sem se falar, nem um cartão de Natal.
Se bem que por motivos diferentes também não falasse com o pai há muitos anos, no Natal em que ela tinha pensado fazer as pazes com o pai, quis o destino que o mesmo falece-se nos primeiros dias de Dezembro.
Foi nessa altura que a menina fez as pazes com a mulher que agora era e tentou esquecer todos os Natais passados.


Kika do concelho que me viu nascer, e como pelo que percebi também gostas de scraps aqui deixo este cartão de Natal para ti.
Beijinhos para todos






Queria deixar aqui um espaço muito bonito feito pela Ket

15 comentários:

Castor (moi-je...ehe, ehe) disse...

Ehe ehe ehe - tu tinhas razão: a ultimar o teu último post e eu já cá andava a espanejar a minha cauda e a deixar o meu óleo de ricino. O nome de Alector tem a ver com o meu avô que se chamava Alector Ramos Faria e com o meu rico tio "Pilino" que um dia ainda hei-de falar nele...(tou a brincar mas que o nome é bué de curtido, lá isso é...). Um chuac para todos os animalejos, cats, dogs e veraneantes...

kika disse...

ooiee amigaaa, ai que surpresa maravilhosa.Adoreeiiiii esse presentinho e já estou a colocar no meu bloguinho. Obrigadaaaa amiga. Também enviei um mimo para ti através do email que está na página dos Gatinhos. Não sabia que tinhas nascido em Queluz, eu conheço muito bem essa zona. Somos praticamente vizinhas rsrsrs
beijinssss grandess
kika

Maria Elisa disse...

Amiga Aldora!..Adorei todo este texto sobre o Natal? Pois avida das pessoas tem tantos,desencontros,que por vezes o Natal,até passa despersebido,como amenina do teu texto,pois ela o que mais queria seria o AMOR,sempre o AMOR,pois fala-se de muita coisa que se vai dar,os presentes mais caros mas o verdadeiro,esse não existe.
Aldora,linda bom feriado e bom fim semana,a gente se vai falando.
Beijo.
Maria Elisa

Luisa disse...

Agradeço do fundo do coração teres contado essa história da Menina que Não Teve Natal. É que temos tendência para esquecer que muitas pessoas e crianças não podem viver a alegria do Natal. No meio dos festejos da nossa Família, não podemos esquecer os que não têm Família nem Amor. A tua história toca o coração de todos! Seja verdadeira ou inventada, desejo a essa Menina, agora já Mulher, que os seus Natais sejam daqui para a frente muito felizes.

bitu disse...

Lindo este texto , amiga! Infelizmente a maioria das pessoas fica tão stressada preparando o seu Natal que esquecem aqueles que nada têm.
Beijo e bom fim semana

Luar disse...

Um tudo de bom para ti também e lamento que tal como eu tenhas passado pelo "já não nos fazes falta..." Beijo

Regina disse...

Olá amiga quanto tempo!Saudades de ti.Desculpe minha ausência mas ão tantas coisas, eu votei em ti quando estava em votação no CMI.E o gatinhos como estão?Os meu estão lindos...rs.Amei a sua visita e gostaria que aceitasse meu award e meu presente de Natal que vc pode escolher ou pode ficar com os dois.Teu blog está lindo e o texto... ah como seria bom que todos tivessem um Natal de amor né?Sempre que puder virei.Um lindo final de semana iluminado e cheio de paz e amor.Beijos e fiques com Deus.

Papoila disse...

Querida Aldora:
Lindo este texto porque o fendamental do Natal é o Amor.
Saudades dos meus Natais em que o fundamental era a fmília reunida, a troca de pequenas lembranças e jogar ao rapa a pinhões.
Muito bonita a tua história.
Beijo

Papoila disse...

Aldora querida adorei os teus postais desculpa :)
Beijo

Lela Sodré disse...

Minha querida, esse seu blog, com essa música....ah que delicia...me fez voltar a minha infancia....obrigada.
desculpe a demora pra retribuir sua visita, mas estou semcomputador, e agora roubo umpouquinho o de alguémpra deixar-te um beijo.

Regina disse...

Querida Aldora.
Obrigada pela visita, sua atenção e carinho me proporcionou um momento de muita alegria.
Você é mesmo muito especial!
Que Deus abençoe nossa semana, que ela seja cheia de alegrias.
Beijinhos.
Regina

Zé(do beco) disse...

Olá Aldora. Escolheste uma história muito triste para contar desta vez. É assim o Natal; bom para uns mas nem tanto para outros. Eu nunca apreciei muito esta quadra. Em pequeno os meus pais viviam da terra e, como deves calcular, foram muitas as vezes em que o Menino Jesus se esqueceu de nós. Mais tarde, com 14 anos, o meu velho bateu a bota mesmo na véspera de Natal e desde então, deixei de prestar grande atenção à quadra natalícia. Mas mesmo assim acho que o Natal era mais puro quando recebíamos pouco mas com carinho. Hoje dá-se uma prenda porque fica mal não dar e muitas vezes acabamos por comprar porcarias sem qualquer valor sentimental nem material.
Beijinho e despeja essa caixa do correio porque ao E-mails estão a voltar para trás.

Marli disse...

oi querida,
boa tarde.

tudo bem??
tava navegando pela net e achei este site e lembrei de vc. vim te trazer para vc.
ve lá que coisinha mais linda.

http://domania.us/catique/dance/ballerinas.html


um beijo e meu carinho

marli

Marli disse...

estou triste meu gato sumiu

hoje está fazendo 10 dias.

o que mais me deixa triste e não saber o que aconteceu com ele.
eu procuro ele todos os dias.
ele tem 5 anos, será que ele volta?

tomara que sim.

vou levar meu presentinho de natal.
ok.

marli


http://princesamariana.blog.uol.com.br

angel disse...

"Há pessoas que passam em nossa vida
e deixam um pouco de si.
Outras, levam um pouco de nós.
Porém, há algumas que...
simplesmente permanecem".
Que VOCÊ permaneça em minha vida...
ETERNAMENTE!!!!!!!!!!!!!!.......
Obrigado pelo carinho que sempre tens comigo bjsssssss.....