sábado, fevereiro 04, 2006


“Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.”

(Cecília Meireles)



ESta Zebra é dedicada a nossa Mochinha pelo seu artigo




quinta-feira, fevereiro 02, 2006


A SÚPLICA DE UMA ÁRVORE ...
Você que passa e levanta contra mim seu braço,
antes de me fazer mal, olha-me bem.
Eu sou o calor de teu lar nas noites frias de inverno.
Eu sou a sombra amiga que te protege contra o sol. Meus
frutos saciam sua fome e acalma sua sede.
Eu sou viga que suporta o teto de sua casa, a tábua de sua mesa, a cama em que descansa.
Sou a porta da sua casa.
Quando morre, em forma de ataúde, ainda lhe acompanho ao seio da terra.
Sou o pão de bondade e flor de beleza.

Se me ama como mereço, defende-me contra os insensatos.
desconheço autor

RECICLAGEM
Hoje escrevo de uma coisa que acho importante, a reciclagem do nosso lixo. Quando trabalhava só separava os vidros, para colocar no vidrão, mas hoje em dia não faz sentido não separar todo o lixo, por isso, separo papel, cartão, vidros, plásticos, as latas sou sincera ainda não me habituei mas também quase não as tenho, é mesmo raro. É uma coisa que entra nos hábitos diários e acaba por não dar muito mais trabalho, é só uma nova organização caseira, ao fim de semana vou colocar nos locais indicados (ecopontos), tenho dois junto de minha casa, um mesmo em frente, outro nas traseiras. EU POLUO! (mas, pretendo poluir ainda menos)
A produção de desperdícios é inerente à condição humana e é inexorável e lata de lixo não é um desintegrador mágico de matéria. O lixo continua existindo mesmo depois que o jogamos na lixeira.
Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção. Como? Reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a colecta selectiva.
MATERIAL RECICLADO PRESERVAÇÃO DECOMPOSIÇÃO
1000 kg de papel o corte de 20 árvores 1 a 3 meses
1000 kg de plástico extração de milhares de litros de petróleo 200 a 450 anos
1000 kg de alumínio extração de 5000 kg de minério 100 a 500 anos
1000 kg de vidro extração de 1300 kg de areia 4000 anos




Eu pessoalmente não uso aqueles caixotes de lixo com separadores, pois acho pequenos, simplesmente tenho um saco grande onde vou colocando as garrafas de plástico de água, vazias primeiro bem amachucadas para ocuparem menos espaço, tenho outro saco onde coloco as revistas e folhetos publicitários os vidros junto no mesmo dos plásticos só na altura de colocar no respectivo vidrão faço a separação, como vem não é difícil, acho que todos estamos a ajudar a natureza se fizermos assim. Mas ainda vejo muitas pessoas que não se preocupam, se ainda não o fazem, experimentem só durante uma semana, e terão a surpresa que nunca imaginaram. Não vos aborreço mais com lixo.

terça-feira, janeiro 31, 2006


Porque temos uma blogueira sempre atente para ajudar, e com um coração de ouro, a Manuela, da “A tralha da Kaldinhas”. Não quis deixar esquecido o apelo que ela divulgou.
Pelo que sei há uma jovem internada no IPO do Porto que necessita da nossa ajuda.
A única companhia e distração dela é um portátil.
Vamos lá ajuda-la a passar os seus dias menos bons.
Vamos visitar a basta clicar no nome dela para irem visitá-la



Ontem ouvi na televisão que os orangotangos estão em extinção em
Bornéus,
Por causa das plantações de palmeiras.
Prevendo que se nada se fizer, daqui a doze anos pode já não haver estes animais.
Fui por isso procurar mais informações.
O que faríamos nós se soubéssemos que daqui a doze anos estaríamos extintos.?
Da minha pesquisa cheguei a esta conclusão.
Em cativeiro, podem viver 50 anos, embora alguns tenham vivido mais tempo. Ainda não sabemos qual é a esperança média de vida na selva - provavelmente menos que isso.
Quantas crias concebe uma fêmea normal durante a sua vida?
As fêmeas começam a dar à luz com cerca de 15 anos e só têm, em média, um bebé de oito em oito anos. Por isso, no máximo, quatro crias.
Em que outras partes do mundo se encontram orangotangos?
Os orangotangos existem apenas nas ilhas de Bornéu e Sumatra, que fazem parte da Indonésia e da Malásia.

Considera-se que para o ano de 2020 não existirão mais Orangotangos na mata. Restarão apenas aqueles que vivem em cativeiro. Os Orangotangos vivem isolados em algumas ilhas de Sumatra e Bornéu. A caça ilegal e a destruição do seu habitat são as principais razões para sua extinção nos próximos anos. Os Orangotangos são primatas arbóreos, que vivem isolados, os machos juntam-se as fêmeas somente na época da copula, e as fêmeas criam os filhotes sozinhas.
Óleo de palma contribui para extinção dos orangotangos.
Não quero ser muito cansativa neste assunto mas procurem mais sobre esta espécie e terão surpresas como eu tive sobre estes animais, tão parecidos connosco.
Locais onde fui ver sobre este assunto.




http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13758.shtml
http://www.nationalgeographic.pt/revista/1003/feature2/semana1.asp

segunda-feira, janeiro 30, 2006



Ontem Portugal quase todo esteve com Neve foi uma coisa que não se via a muitos anos.
Do Interior Norte ao Algarve, passando pelo santuário de Fátima, a neve cobriu ontem grande parte do país. Várias auto-estradas foram cortadas, provocando o caos no trânsito
A vaga de frio que afecta Portugal provocou queda de neve em Lisboa e arredores. Há 52 anos que não se verificava o fenómeno nesta zona do país. Os leves flocos, que caíram por breves períodos, não chegaram todavia para cobrir de branco grandes áreas da cidade, como aconteceu em 2 de Fevereiro de 1954.Quem adorou isto foram as crianças muitas nunca tinham visto nevar.

Esta lenda foi-me enviada pela Clarinha,
Conta uma lenda que em uma ilha longínqua vivia uma solitária deusa de sal.
Ela era apaixonada pelo mar.
Passava dias, noites, horas na praia observando o balanço de suas ondas, sua beleza, seu mistério, sua magnitude. Um desejo enorme começou a apossar-se do seu coração: Experimentar toda aquela beleza.
Esse desejo ia aumentando até que um dia a deusa resolveu entrar no mar.
Logo que ela colocou os pés no mar, eles sumiram, derreteram-se. Encantada com o mar, ela seguiu em frente e logo após suas pernas e coxas não mais existiam.
A deusa, entretanto, seguiu adiante, sentindo partes do seu corpo derretendo-se, até ficar apenas com o rosto do lado de fora.

Uma estrela que observava tudo falou: Linda deusa, você vai desaparecer por completo.
Daqui a pouco você não mais existirá.
A água do mar desfazia o rosto da deusa, mas ela respondeu fazendo um esforço: Continuarei existindo, porque agora eu sou o mar também.
Para conhecer e experimentar é preciso permitir-se, ir em frente. Quando isto acontece, a mudança se dá, mudamos.
A deusa mudou transformando-se em mar, fazendo parte dele, passou a ser o mar que ela tanto admirava da praia.
O mar por sua vez, também se transformou, porque foi salgado pela deusa.
Ambos experimentaram a mudança: a deusa e o mar.