sexta-feira, fevereiro 17, 2006

UM SORRISO

Pegue um sorriso
E doe-o a quem jamais o teve.
pegue um raio de sol
E faça-o voar
Lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte
E faça banhar-se
Quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima
E ponha-a no ânimo
De quem não sabe lutar.
Descubra a vida
E narre-a a quem não sabe entende-la.
Pegue a esperança
E viva na sua Luz.

Texto de Mahatma Gandhi

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Me desculpem os que ontem me leram, não estava muito bem disposta, mas todos nós penso eu, temos dias em que vemos tudo através de óculos escuros, beijinhos
e um bom dia.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006


Desta vez foi o José S. a passar-me a batata quente mas como eu sou uma Santa (gaba-te cesto que a manhã é dia de vindima), tem sido difícil arranjar mais cinco manias, foi quase a ferros que saíram.

Então tomem lá mais cinco:

1ª Mania, não gosto de deitar nada fora, acho sempre que ainda pode a vir a ser útil e se não acreditam, vejam, tenho camisolas de quando era solteira que as minhas filhas usam e estão em boas condições, “boa qualidade claro”, para terem chegado aos dias de hoje. Existe até aquele velho ditado que diz, “quem guarda velho acha novo”.


2ª Mania, odeio o barulho do aspirador, comprei o aspirador que na altura achei que menos barulho fazia, ah, se pensam que não o uso, uso até demais, mas odeio.

3ª Mania, gosto todos os dias de beber o meu café, se não o beber parece que fico com dores de cabeça, saio para comprar o pão e tomo o meu café, o de casa nunca é igual, e enquanto não me forem mais, aos bolsos e poder ir bebendo vou o fazendo, até ver, senão acaba-se também a mania.

4ª Tenho a mania, eu sei errada, mas mania, que o peixe cozido me faz dores de cabeça, cá em casa todos sabem disso e brincam comigo, sobre isso. E por causa disso ninguém come peixe.



5ª Mania gosto de ter a minha placa de vitrocerâmica sempre a brilhar como se nunca tivesse sido usada, apesar de a usar todos os dias, tenho umas peneiras em ver aquele vidrinho sempre como um espelho, já tem uns anitos, e se não fosse uma coisita pequenina, que a minha filha fez, com caramelo, ninguém diria que não era nova. Peneiras quem as não tem, eu é na cozinha.

6ª Mania esta das minhas gatinhas é ver o boneco não ganho para o papel higiénico.


Sinto que não tenho conseguido o objectivo que tinha no pensamento quando criei o meu blog. Pensei que iria passar para o papel os meus sentimentos, mas tenho falhado de todo, alguns dias fico a olhar o ecrã e não sai nada, as ideias só vem a meio da noite quando não são horas de escrever, ou quando vou a pé para a Hidro-ginástica, o que também não dá muito jeito ir a andar e a escrever.

Na terça feira, depois da Hidro-ginástica, acompanhei uma amiga ao posto médico onde estava uma senhora que me disse ter 75 anos, mas parecia ter muito mais, pois estava desdentada, e tinha se deslocado ao posto para entregar os papeis da sua magra reforma que era de quarenta contos, para poder ter desconto nos medicamentos, mas informaram-na que afinal já não era aquilo, que pretendiam outros papeis mas ainda não sabiam quais. A senhora não me largava por duas razões, primeiro estava indignada com toda a situação e depois estava super carente de conversa, mas eu tinha a minha amiga à espera e por isso ficou por ali a conversa. Pelo caminho fui a pensar nas palavras da senhora, era viúva tinha aquela idade e pelo aspecto parecia muito doente, os dois filhos tinham ficado desempregados, coisa muito comum neste distrito, e faziam-na arrastar-se até ao posto, para lhe pedirem mais uma declaração para além da que levava da segurança social a informar o valor da reforma.
Mas os meus desabafos não ficam por aqui, o que pensar da nossa justiça, depois de ver na TV ontem um homem à beira de fazer 40 anos e aguarda que seja feita a justiça, que nunca se fez. Quando ele uma criança de 4 anos de idade, na sua inocência própria da idade, abeirou-se do carro da mãe do colega, e foi atropelado dentro do colégio. Pois até hoje ainda não foi resolvido, ou se foi, a advogada até hoje não o informou. Que justiça é esta onde nunca há culpados? E quando vejo as escolas fecharem nas serranias do nosso país por serem poucas as crianças desses lugares, não é fomentar a desertificação desses mesmos lugares? Será que isto tudo é burrice minha? não me conformar com estas coisas. Sinto-me muito triste pelo meu país, não foi isto com que sonhei. Talvez hoje esteja de mau humor, porque acordei com mais um desastre, a somar a várias dezenas que ocorrem na minha rua sempre que chove, na verdade se tiver um dia muito chuvoso, podem acorrer três ou quatro no mesmo dia. Será tudo culpa dos condutores?
Ou será que as curvas e o piso não estão nas melhores condições? Será que alguém até hoje se preocupou na verdade com o assunto, meu marido enviou já muitos e-mails para a Junta de Freguesia e Câmara Municipal, a solução foi colocarem uns semáforos que aguardamos que ninguém morra ali, devido a forma como funcionam, pois nunca abrem para os peões. E para os carros ainda não consegui entender pois de um lado abrem e do outro fecham sem sincronização alguma, se é para diminuírem a velocidade, o que acontece é que quando fecham, já o carro em excesso de velocidade passou à muito tempo. Estou farta de viver aqui, nesta rua, neste distrito, neste País, venham secretas e me ponham uma mordaça para eu não me queixar mais.

terça-feira, fevereiro 14, 2006


Faz hoje 7 anos que o meu marido, amor e rochedo, estava a ser operado a um músculo do que se rasgou depois de uma queda estúpida no meio da baixa. Era hora do almoço e ele ia almoçar, quando colocou os dois pés dentro de uma tira de plástico que se encontrava no meio do passeio, deu um valente tombo e de imediato não se conseguiu levantar, pois espante-se que era vésperas de natal, ele estendido no chão com o seu belo fatinho a sua gravatinha de braço esticado a pedir ajuda que o levantassem e as pessoas passavam e desviavam-se sem lhe dar socorro é este o mundo em que vivemos, até que ao fim de algum tempo alguém o ajudou, ele diz será que pensavam que estava bêbado ou drogado.
Foi trabalhar mas já não consegui escrever, quem diria que um músculo em cima tem a ver com o mexer os dedos, desde aí ficou consciente que todos os músculos fazem falta.
Fez fisioterapia e acabou sendo operado a 14 de Fevereiro. Dia 15 de Fevereiro fechei a loja que tinha e dirigi-me ao carro dele para o ir buscar ao hospital, quando cheguei perto do carro, ia me dando uma coisa, tinham roubado uma roda, pneu e jante tudo, estava o carro assente no chão, por sorte foi só uma, o Senhor ladrão não devia precisar mais de que uma, tentei colocar a sobresselente, logo dois vizinhos se ofereceram para me ajudar (mudar pneu de carro não é para indivíduos do sexo feminino), só que colocaram a roda com o meu dedo pelo meio, fiquei quase sem unha , quem me mandou ajudar.
No fim desisti e resolvi levar a minha Renault 4L muito velhinha para o ir buscar a
Lisboa, quando lá cheguei, ainda discuti, com o médico porque achei que o Carlos não estava em condições de vir para casa, aí o médico que era da tropa, e um pouco bruto disse-me a Senhora não quer o seu marido em casa aí calei-me e trouxe-o ele estranhou não levar o carro dele que era mais confortável, dei uma desculpa esfarrapada e ele desistiu de saber mais sobre o seu carro. Foi assim o dia dos namorados há 7 anos atrás. Mas as coincidências são uma coisa que não sei explicar passado um ano a história repetiu-se, desta vez com a minha filha mais velha da mesma forma, como o pai caiu e foi operada pelo mesmo cirurgião, aí já nos demos melhor e eu ainda brinquei com ele perguntando-lhe quem seria que seria a próxima a ser operada por ele.

Já agora vamos todos torcer para que a Cris que é da Petite Cherie, e o afilhado da Bee, que vão ser operados também tenham uma boa recuperação, e rápidamente estejam aqui a postar. Para todos um bom dia de namorados, com ternura tolerância respeito e muitos beijinhos.



Tal como recebi da Cris este e-mail, não e´mesmo uma ternurinha como tal como o blog dela
Olá, querida amiga,
Eu ainda não cansei deles, mas quero
dividi-los com você.
Bom fim de semana.
Beijinhos da Cris.

domingo, fevereiro 12, 2006

Os Hindus contam uma história bonita.
No princípio dos tempos, uma grande nuvem espiritual envolvia o mundo constituindo a essência suprema, e cada criança, ao nascer, recebia uma generosa parcela deste misterioso ectoplasma que descia sobre ela e passava a ser sua alma.
Com o passar dos séculos, as populações foram aumentando e já não havia grandes porções de alma para dividir com todos os que nasciam.
Então começaram a aparecer na terra milhares, milhões de pessoas com almas pequenas.
Mas até hoje, de vez em quando, um engano acontece, e ainda sobra um pedaço maior
de alma para determinados seres humanos. Assim nascem, aqui... ali, criaturas de almas grandes. Por toda parte, na terra, em países diversos, essas pessoas de almas grandes se reconhecem e se atraem ao se verem pela primeira vez. São em geral simpáticas, inteligentes, honestas, e se identificam imediatamente uma com as outras, como se fossem irmãs
Os casos de amor ou amizade à primeira vista, constituem provas concretas de que estas grandes almas existem. A angústia de viver está em que, no caso de sermos almas grandes, passamos as vezes uma vida inteira sem encontrar nossas parceiras genuínas, aquelas pessoas perfeitamente aptas a se identificarem connosco, a tornarem-se nossas maiores amigas, ou nossas grandes paixões. E podem estar a nossa espera ali na esquina, ou num bairro que não frequentamos, numa cidade que não visitamos. Todos deveriam falar com todos, sem constrangimentos, e tentar aproximações novas e frequentes.O mundo seria bem melhor se qualquer pessoa desconhecida dissesse em plena rua:
- "olha...gostei de ti...vamos tomar um café".