sábado, fevereiro 25, 2006

Pierrôt a foto foi oferta dos Ecos do tempo.


MEU PIERRÔ

Saudade de nossos antigos bailes de carnaval,
dos anos dourados e inesquecíveis
Lembro das noites enfeitadas,
dos confetes e serpentinas espalhados no salão
Ainda canto as velhas modinhas que ficaram
na lembrança, intactas, vivas...
Doces lembranças elas me trazem de você,
meu querido Pierrô, que me tomando em seus braços,
me levava ao delírio em rodopios pelo salão
Foram noites de folia, de risos e fantasias...
E hoje, passado tantos anos, revivo em meu pensamento
a sua imagem que escondida ficava atrás de uma
máscara que emudecia sua voz,
cobria seu sorriso, tirava o brilho de seus olhos...
E vejo nossas fantasias amassadas, suadas,
jogadas em um canto de algum salão que
perdeu-se no tempo, assim como nós...
Mas a lembrança dos beijos intensos e ardentes
que escondidos foram trocados, trouxe uma saudade
nostálgica de uma época que jamais será esquecida
Hoje, meus olhos cansados passeiam pelos
bailes da vida, onde apenas revivem momentos,
matam saudades...
(Regina Bertoccelli)
Estou muito ocupada, muito ocupada, porque estou me mascarando há menina da Galp.
Alta como sou, só podia mesmo mascarar-me assim,
muiito ocupada muito ocupada.
muito ocupada.
Bom Carnaval


sexta-feira, fevereiro 24, 2006


TIMOR A SUA LENDA

Conta a lenda que há muito muito tempo, um crocodilo já muito velhinho vivia numa ilha da Indonésia chamada Celebes.
Como era muito velho, este crocodilo já não tinha forças para apanhar peixes, por isso estava quase a morrer de fome.

Certo dia, resolveu entrar terra adentro à procura de algum animal que lhe servisse de alimento. Andou, andou, andou, mas não conseguiu encontrar nada para comer.
Como andou muito e não comeu nada, ficou sem forças para regressar à água.
Um rapaz ia a passar e encontrou o crocodilo exausto. Teve pena dele e ofereceu-se para o ajudar a voltar. Então, pegou-lhe pela cauda e arrastou-o de volta à água.
O crocodilo ficou-lhe muito agradecido e, em paga, disse ao rapaz que fosse ter com ele sempre que quisesse ir passear pelas águas do rio ou do mar.
O rapaz aceitou a oferta e, a partir daquele dia, muitas foram as viagens que os dois amigos fizeram juntos.

A amizade entre os dois era cada vez maior, mas, um dia, a fome foi mais forte e o crocodilo pensou que comer o rapaz era a melhor solução.
Antes de tomar esta decisão, perguntou aos outros animais o que achavam da ideia. Todos lhe disseram que era muito ingrato da parte dele querer comer o rapaz que o tinha salvo.
O crocodilo percebeu que estava a ser muito injusto e ficou com muitos remorsos. Então, resolveu partir para longe, para esconder a vergonha.
Como o rapaz era o seu único amigo, pediu-lhe que fosse com ele. O rapaz saltou para o dorso do crocodilo e deixou-se guiar pelo mar fora.

A viagem já ia longa quando o crocodilo começou a sentir-se cansado. Já exausto, resolveu parar para descansar, mas, naquele momento, o seu corpo começou a crescer e a transformar-se em pedra e cresceu tanto que ficou do tamanho de uma ilha. O rapaz, que viajava no seu dorso, passou a ser o primeiro habitante daquela ilha em forma de crocodilo.
E assim nasceu a ilha de Timor.
Vão conhecer o Blog da Alba, não deixem de ler a saia de godê que é uma maravilha de texto, este selo foi ela que me deu. "http://albav.blogspot.com/

segunda-feira, fevereiro 20, 2006


Fui destaque no Blog da Mariana, obrigado por este destaque num cantinho tão lindo, aí que lembrei de colocar um pouquinho, sobre a história do ballet Clássico, até porque a minha filha Mariana quando tinha 10 anos inscreveu-se na escola de dança do conservatório de Lisboa, fez muitas provas e no final conseguiu entrar nesta escola, tinha a aulas teóricas, iguais a outras escolas, mais as aulas práticas, dentro do conservatório, foi uma escola que a marcou muito que ficou sempre com o bichinho da dança.
Ainda hoje frequenta outra escola de dança, por prazer, porque o curso em que se formou é outro.
A história do ballet começou há 500 anos atrás na Itália.
Nessa época os nobres italianos divertiam seus ilustres visitantes com espetáculos de poesia, música, mímica e dança. Esses divertimentos apresentados pelos cortesãos eram famosos por seus ricos trajes e cenários muitas vezes desenhados por artista célebre como
Leonardo da Vinci. O primeiro ballet registrado aconteceu em 1489,

comemorando o casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon.
Os ballets da corte possuíam graciosos movimentos de cabeça, braços e tronco e
pequenos e delicados movimentos de pernas e pés,
estes dificultados pelo vestuário feito com material e ornamentos pesados.
Era importante que os membros da corte dançassem bem e, por isso,
surgiram os professores de dança que viajavam por vários lugares ensinando danças
para todas as ocasiões como: casamento, vitórias em guerra, alianças políticas, etc.
Quando a italiana Catarina de Medicis casou com o rei Henrique II e se tornou rainha da França, introduziu esse tipo de espetáculo na corte francesa, com grande sucesso.
O mais belo e famoso espetáculo oferecido na corte desses reis foi o
"Ballet Cômico da Rainha", em 1581, para celebrar o casamento da irmã de Catarina.
Esse ballet durava de 5 a 6 horas e fez com que rainha fosse invejada por
todas as outras casas reais européias, além de ter uma grande influência na
formação de outros conjuntos de dança em todo o mundo.
Uma das grandes inovações da Era Romântica foi o surgimento da dança na ponta dos pés. Eis um bom exemplo dos ideais românticos: houve um imenso desenvolvimento da técnica, mas os objetivos desse desenvolvimento vão muito além da estética da forma: na ponta dos pés, a bailarina se torna muito mais leve e expressiva, pelo menos aos olhos do espectador. Com as pontas, surge a supremacia feminina no balé: os bailarinos agora serviam de suporte, para apoiar e levantar as grandes estrelas. Para isso, eles deviam ser fortes, e belos e expressivos para as histórias de amor. A dança agora se torna mais sensual (para os padrões da época): para equilibrar a bailarina na ponta, o partner deveria ampara-la com seu corpo ou ao menos segura-la pela cintura. O professor Beauchamp, foi quem criou as cinco posições dos pés, Coube a Charles Louis Beauchamp elaborar as cinco posições dos pés, que até hoje continuam básicas, enquanto Raoul Feuillet realizou a primeira tentativa de notação de dança, com sua coreografia ou Arte de escrever a dança.




que se tornaram a base de todo aprendizado acadêmico do Ballet clássico.
A dança se tornou mais que um passatempo da corte, se tronou uma profissão
e os espetáculos de ballet foram transferidos dos salões para teatros.
Em princípios, todos os bailarinos eram homens, que também faziam os papéis femininos, mas no fim do século XVII, a Escola de Dança passou a formar bailarinas mulheres, que ganharam logo importância, apesar de terem seus movimentos ainda limitados pelos complicados figurinos. Uma das mais famosas bailarinas foi Marie Camargo, que causou sensação por encurtar sua saia, calçar sapatos leves e assim poder saltar e mostrar os passos executados.

Nesse clima, em 1832, nasceu La Sylphide. Foi o primeiro ballet já coreografado para as pontas e o primeiro grande ballet romântico. Retratava um dos tema preferidos do romantismo: o amor entre mortais e espíritos, e inaugurava a imaginação sem fim, que tratava de temas cotidianos somados a seres como ninfas, duendes, fadas e elfos. Mostra uma grande preocupação com imagens sobrenaturais, sombras, espíritos, bruxas, fadas e mitos misteriosos: tomando o aspecto de um sonho, encantava a todos, principalmente pela representação da bailarina que se movia no palco com inacreditável agilidade na ponta dos pés, dando a ilusão de que saía do chão.
Os Deuses do Olimpo (gregos e romanos) estavam quase esquecidos.
As roupas brancas e longas das ninfas, quase sempre com fartas saias de tule com collants, acentuavam o corpo das bailarinas, o que contribuiu para a sensualidade e para a necessidade de se lapidar ainda mais a técnica, pois agora o corpo aparecia mais (as saias de tule são um pouco transparentes) e não era mais tão disfarçado pela roupagem. Nesses mesmos moldes, o ballet "Giselle" estreou em 1841, sendo remontado mais tarde pelo menos duas vezes. Assim como La Sylphide, Giselle apresentava um 1º ato realista, entre os camponeses, e o 2º ato mais fantástico. Ao invés das ninfas apresentadas no primeiro ballet, no segundo ato de Giselle surgiram novos seres imaginários, as Willis, que eram como ninfas más. Dos grandes nomes da primeira metade do século XIX, La Sylphide lançou Maria Taglioni, este ballet foi criado para ela, a mais perfeita bailarina romântica, harmoniosa, que parecia flutuar, portadora do tipo físico ideal ao romantismo. Giselle lançou Carlota Grisi, uma mulher com uma interessante história pessoal, inspiradora do ballet: foi profundamente amada por Julius Perrot, o coreógrafo do ballet, com quem viveu, e também foi musa inspiradora do Libretista dessa obra, Theóphile de Gautier, que morreu balbuciando seu nome. A segunda bailarina que estrelou Giselle foi Fanny Elssler, muito conhecida por seu estilo forte e voluptuoso. Este ballet romântico representa o maior de todos os testes para a bailarina até os dias de hoje.
Na Rússia, graças ao entusiástico patrocínio do Czar. As companhias do ballet Imperial em Moscou e São Petersburgo (hoje Leningrado), foram reconhecidas por suas soberbas produções e muitos bailarinos e coreógrafos franceses foram trabalhar com eles. O francês, Mauris Petipa, fez uma viagem à Rússia em 1847, pretendendo um passeio rápido, mas também tornou-se coreógrafo chefe e ficou lá para sempre. Sob sua influência, o centro mundial da dança transferiu-se de Paris para São Petersburgos. Durante sua estada na Rússia, Petipa coreografou célebres ballets, todos muito longos (alguns tinha 5 ou 6 actos) reveladores dos maiores talentos de uma companhia.

Cada ballet continha danças importantes para o Corpo de Baile, variações brilhantes para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para primeira bailarina e seu partner.
Petipa sempre trabalhou os compositores e foi Tchaicowsky que ele criou três dos mais Importantes ballets do mundo: a "Bela Adormecida", o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes".

O sucesso de Petipa não foi eterno.
No final do século ele foi considerado ultrapassado e mais uma vez o ballet entrou em decadência. Chegara o momento para outra linha revolucionária, desta vez por conta do russo Serge Diaghilev, editor de uma revista de artes que, junto com amigos artistas estava cheio de idéias novas pronta para colocar em prática. São Petersburgos porém não estava pronta para mudanças e ele se decidiu por Paris, onde começou por organizar uma exposição de pintores russos, que foi um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente em 1909 o ballet russo. Diaghilev trouxe para a audiência francesa os melhores bailarinos das Companhias Imperiais, como Ana Pavlova, Tamara Karsaviana e Vaslav Nijinsky e três grandes ballets sob direção de um jovem brilhante coreógrafo Mikhail Fokine,
a quem a crítica francesa fez os melhores comentários.
Os russos foram convidados a voltar ao seu país em 1911e Diaghielev formou sua própria Companhia, o "Ballet Russo", começando uma nova era no ballet.