sábado, março 18, 2006

A amizade


quarta-feira, março 15, 2006


FÉRIAS COM UM FIAT 600D

As minhas primeiras férias depois de casada foram muito engraçadas, olhando para trás no tempo 30 anos.
O meu marido andava a tirar a carta de condução e, da primeira vez que foi a exame de condução chumbou, porque na altura em Portugal apareceram os corredores para transportes públicos, ele pisou um e chumbou, à segunda vez apanhou com o mesmo examinador, só de o ver de a entrar no carro pressentiu logo que ia chumbar e assim foi, mas à terceira foi de vez, o examinador era outro correu tudo bem e lá passou. Aqui começa a história, ele tirou a carta a uma sexta-feira e fizemo-nos à estrada para o Algarve de férias logo no dia a seguir, sábado.

Tínhamos um Fiat 600 D, carro que nos foi dado pela minha madrasta, já tinha andado muitos e muitos km. na mão dela, tinha corrido muitas cidades e aldeias em Portugal, especialmente em Trás-os-Montes, visitado Espanha, enfim, era um carro muito sabido e com todas e muitas manhas proporcionais ao seu pequeno tamanho e idade já avançada.
Pois nesse sábado logo de manhã entramos no nosso Fiat 600, que tinha o nome de IL, porque a matricula começava por IL e lá nos dirigimos rumo ao Algarve, fomos até Setúbal, onde atravessamos o Rio Sado de barco até Tróia, do outro lado tinha sido reconstruída uma estrada, que fomos estrear, raramente nos cruzávamos com outros carros pelo caminho era uma estrada só para nós, há velocidade de 50 km. hora e sempre muito direitinhos.
Mas pelo caminho o meu marido dizia, “o carro vai a fugir para a direita” e eu respondia-lhe, “isso é falta de prática, não pode ser outra coisa”, e lá íamos nós a ver que a estrada nunca mais acabava (um dia inteiro calculem, para fazer 300 km.), por fim chegamos a Portimão e o nosso destino era o Parque de Campismo do Ferragudo, este tinha sido inaugurado fazia pouco tempo, não havia quase ninguém, a acampar, não tinha Piscina, nem um série de coisas que tem hoje para quem o conheceu e conhece agora. Chegados ao parque e depois de montar a nossa canadiana, sentei-me num banquinho, porque não havia dinheiro para cadeiras, nem tão pouco cabiam no nosso maravilhoso carrinho, aí estava eu a olhar para ele de frente e, começo a ver que uma das rodas era mais pequena do que as outras, chamei o meu marido mas ele não estava a acreditar no que eu dizia, sempre fui brincalhona e ele pensava que era mentira, mas lá se resolveu a olhar, qual não foi o espanto dele quando viu que na verdade uma roda era mais pequena e lembrou-se que tinha mandado colocar pneus novos em uma oficina ao pé de nossa casa, que teria acontecido? Encolheram a roda!.
Bem, pegámos no carrito e fomos à oficina mais próxima onde nos informaram que a jante era de um carro também pequenino, um Honda Civic, lá trocaram a jante do Honda pelo pneu sobresselente do Fiat e lá fomos nós para o Parque para continuarmos as nossas queridas férias. Foi assim a nossa primeira e grande viagem de carro.
A partir daí nunca mais parámos, sempre com pouco dinheiro no bolso, mas com muito sentido de aventura. Ainda com esse carro, o meu marido depois de ver o nível da água (uma das manias do IL era beber muita água), esqueceu-se de colocar a tampa no radiador, a meio da estrada, quando vimos que o motor estava aquecer muito, saímos do carro e logo vimos o que estava acontecer, estávamos quase sem agua no radiador pois faltava-lhe a tampa, aí eu que não é para me gabar, sou muito desenrascada lembrei-me de improvisar, ele dizia, “não vai dar” e eu dizia “vai dar sim” apanhamos uma tampa de cerveja, pedi-lhe para a abrir toda com uma pedra até ficar uma chapa maior, ficou um circulo mesmo ao tamanho do buraco do radiador, fui buscar as linhas de croché que levava comigo e atei com tanta linha de algodão a tampa esticada ao bordo do radiador que ficou mesmo tapado e lá deu para chegar à oficina mais próxima. Nunca ficamos pelo caminho com aquele carrinho, tinha o motor a trás e era lindo, tenho muitas histórias dele, noutra altura conto mais aventuras nossa com este amigo. Tenho pena de não ter fotos dele, era verde-escuro, estas são de primos muito parecidos.

terça-feira, março 14, 2006

Vamos todos hoje a Colmeia da nossa amiguinha Regina Bee, ela merece todo o carinho do mundo, é uma abelhinha muito especial, que não esquece ninguèm, e sempre tem uma palavra amiga para todos. Parabéns amiguinha e obrigada por seres quem és.Muitos beijinhos

segunda-feira, março 13, 2006

O meu Blogger hoje não se consegue abrir para vêr, mas como consegui entrar nele para postar aqui fica a experiência a ver se funciona, se conseguirem abrir uma boa semana para todos.