sábado, junho 17, 2006




Mascaras
Não deixe se enganar por mim.
Não se engane com as máscaras que uso, pois eu uso máscaras que eu tenho medo de tirar, e nenhuma delas sou eu. Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim, mas não
se engane. Eu dou a impressão de que sou seguro, de que tudo está bem e em paz comigo, que meu nome é confiança e tranquilidade; é meu tema que as águas do mar são calmas e eu que estou no comando sem precisar de ninguém. Mas não acredite, por favor.
Minha aparência é tranquila, mas é apenas uma aparência, é uma máscara superficial, mas é a que sempre varia e esconde. Por baixo não há tranquilidade, complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso, pois eu não quero que ninguém veja.
Fico em pânico ante a possibilidade de que minha fraqueza fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras atrás das quais eu me escondo com a fachada de quem não se deixa tocar, para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente minha salvação. Eu eu sei disto. É a única
coisa que pode me libertar de mim mesmo, dos muros da prisão que
eu mesmo levantei, das barreiras que eu mesmo tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo muito disso à você. Não sorria, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar não seja de amor e atenção.
Tenho medo que você me menospreze, que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro do interior de mim mesmo, eu não valha nada
e que você acabe vendo e me rejeitando.
Então eu continuo a viver meus jogos, meus jogos de fingimento, com a
fachada de segurança de fora e sendo uma criança tremendo por dentro.
Com um desfile de máscaras, todas vazias, minha vida se tornou um campo
de batalha. Eu converso com você uma conversa infantil e superficial.
Digo à você tudo que não tem a menor importância e calo o que arde
dentro de mim. De forma que, não se deixe enganar por mim.
Mas por favor, escute e tente ouvir o que eu não estou dizendo e que eu
gostaria de dizer.
Eu não gosto de me esconder, honestamente eu não gosto.
Eu tão pouco gosto de jogos tolos e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo era de ser genuíno, espontâneo, eu mesmo, e você tem
que me ajudar, segurando a minha mão, mesmo que quando esta for a última coisa que eu aparentemente necessitar.
Cada vez que você me ajuda, um par de asas nasce no meu coração. Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afecto e compreensão, eu me torno capaz. Você me transmite vida. Não vai ser fácil para você. A ideia de que eu não valho nada vem de muito tempo e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte que os muros, e aí está a minha esperança. Por favor ajude-me a destruir esses muros, com mãos fortes, mas gentis,
pois uma criança é muito sensível e eu sou uma criança.
E agora, você gostaria de perguntar quem sou eu?
EU SOU UMA PESSOA QUE VOCÊ CONHECE MUITO BEM
EU SOU TODO HOMEM, TODA MULHER, TODA CRIANÇA,
TODO SER HUMANO QUE VOCÊ ENCONTRA!!!Photobucket - Video and Image Hosting

segunda-feira, junho 12, 2006

S. Antonio

13 de Junho dia de Santo Padroeiro de Lisboa
Quando era criança costumava ver as noivas de S. António da janela do escritório de meu avó paterno, meu pai não gostava nada da ideia, a minha avô e as minhas tias juntavam-se para vê-las, da janela que ficava lateral a Sé de Lisboa, por baixo havia um restaurante, bem mais uma tasca, na época com divisórias dentro, não sei se ainda existe, lá almoçávamos já não me lembro se antes, ou depois dos casamentos. Para mim era um dia de festa, ver tantos vestidos de princesas. Passados uns anos por volta dos meus 15 anos morei num bairro muito popular, junto a Graça, no largo de S. Vicente de Fora, onde tinha um chafariz no meio. A casa era centenária e linda, ficava bem junto da igreja de S. Vicente, eram os Pombos de S. Vicente os meus grandes amigos da época. Por dentro as divisões eram muito bonitas, as janelas tinham bancos de lado foi a casa mais bonita que vivi. Só que, nesta época dos Santos Populares, não se dormia toda a noite, com as festas. Na altura havia uma música muito em voga que tinha como refrão “receba as flores que eu lhe dou, em cada flor um beijo meu” esta música, ecoava na minha cabeça durante todo o dia, mesmo nas aulas não saí dos meus miolos. Por essa época forrava a janelas com cobertores para tentar que o sons fossem abafados. No largo vendiam caracóis, e uma das vezes fui comprá-los para comermos em casa, levei uma travessa, toda vaidosona escorreguei e lá foram os caracóis largo fora, fiquei cheia de vergonha fui para casa correndo, e nunca mais comprei caracóis.
Porque S. António faz parte da minha juventude aqui vai o que descobri das viagens na net sobre S. António.

Santo António faleceu no dia 13 de Junho, aos 36 anos de idade. em Arcella, em Itália.
Conhecido como Santo António de Lisboa, nasceu em Lisboa, no ano de 1195, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.
Santo António foi cónego regular em Portugal até os vinte e cinco anos, quando um fato mudou a sua vida. Ao saber que cinco franciscanos tinham sido martirizados em Marrocos, como consequência da tentativa de evangelizar infiéis, Santo António decidiu seguir-lhe os passos e ser um missionário.
Foi então que entrou para a ordem dos frades franciscanos e logo foi enviado para trabalhar entre os muçulmanos de Marrocos. Porém, com problemas de saúde, foi obrigado a retornar para a Europa, permanecendo em um eremitério na Itália. Durante este tempo, ocupou vários cargos, como o de professor em sua ordem na Itália e na França e também pregando nos lugares onde a heresia era mais forte. O combate à heresia era feito não apenas através da pregação, mas também por meio de milagres espantosos. Sabia de cor quase todas as Escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens. Curiosidades
• Conta-se que seu pai, Martinho, gostava de ir a uma fazenda que possuía nos arredores de Lisboa. Um dia, levou o filho com ele. Ocorre que insaciáveis bandos de pássaros desciam continuamente para bicar os grãos de trigo. Era necessário espantá-los para impedir grave dano à colheita. Martinho encarregou o garoto de manter longe os pequenos ladrões.
O pai se foi e Fernando permaneceu correndo de cá para lá no campo. Em pouco tempo começou a se aborrecer com aquela ocupação. Não muito longe, uma capelinha rústica o convidava à oração. Mas o pai o mandava enxotar os passarinhos, não podia desobedecer. Gritou, então aos pássaros, convidando-os a segui-lo para dentro de uma sala da fazenda. Obedientes os pássaros entraram. Quando todos estavam dentro, Fernando fechou as janelas e as portas, e foi tranquilamente fazer sua visita ao Senhor.Photobucket - Video and Image Hosting
Retornando o pai veio procurá-lo. Andou pelo campo, chamando-o cá e lá, mas não encontrou ninguém. Preocupado, dirigiu-se à capela e o descobriu, todo absorto na prece. Fernando tomou o pai pelas mãos e o conduziu ao salão repleto dos vôos e dos cantos dos graciosos prisioneiros. Abriu a porta e, a um sinal seu, os pássaros, em bando, retornaram os livres caminhos do espaço.Photobucket - Video and Image Hosting

Devoções a Santo Antonio
É invocado como protector de coisas perdidas, porque em Montpellier, na França, onde leccionava e pregava, um noviço franciscano saiu do convento e roubou seus comentários escritos sobre os salmos. Ele rezou para que o ladrão lhe devolvesse a preciosa obra. Arrependido, o ladrão voltou e lhe devolveu o livro manuscrito. Daí o fato de ser invocado para encontrar coisas perdidas.
Também, na França, uma senhora de Toulouse, por ter alcança do uma grande graça, por intercessão de Santo António, resolveu levar pães à igreja, para que fossem abençoados e distribuídos aos pobres. Daí vem a tradição de se abençoar os pães de Santo António, no dia 13 de Junho, para se crescer no amor para com os pobres e para se buscar a restituição da saúde a muitos de nossos doentes.
A devoção a Santo António teve desenvolvimento popular surpreendente. O folclore brasileiro e italiano é rico em alusões ao poder milagroso do santo para casamento e para encontrar coisa perdida.
O fato é que Santo António não decepciona nunca seus devotos.
Em 1981, para celebrar 750 anos da morte de Santo António, foi aberto seu túmulo, Seu esqueleto estava sem carne e muito bem conservado, sem o antebraço esquerdo e o maxilar inferior, tirados para relíquia em séculos passados. Mereceu 9 geniais sermões do padre António Vieira.



Oração para os namorados
Meu grande amigo Santo António, tu que és o protector dos enamorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faz que eu seja realista, confiante, digno e alegre. Que eu encontre um amor que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu amor seja feliz e sem medidas. Que todos os enamorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja.

Frases de Santo António
"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação."
"Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa"
Hoje a Cris Rodrigues Faz aninhos como o selinho dela não aparece aqui vai o link dela para beijinhos."http://amantedaartecompsp1.zip.net">