quinta-feira, julho 06, 2006

Continuo a abanar a bandeira, pois acho que Portugal jogou muito bem, eu não percebo de futebol, mas gostei do que vi, tenho pena que não tenham metido um golo mas o jogo foi o que se viu. Quanto a criticas de por ás bandeiras a janela já bastou tantos anos de vergonha até de vestir verde e vermelho, para não parecer a bandeira, tal era a vergonha de ser Português está na hora pelo menos para mim de deixar de ter complexos apesar de tanta coisa ainda errada, acho que devemos sim tentar lutar para que as coisas mudem.

Curiosidades
Um pássaro da orla marítima chamado Fulmar é capaz de cuspir um óleo amarelo e fedorento contra os intrusos no seu ninho. Este pássaro tem uma pontaria fenomenal até cerca de 1,5 metros do intruso. Os Fulmares até cheiram tão mal como o óleo que cospem. Os ovos de um Fulmar que se encontram num museu à mais de 100 anos, ainda contêm o seu cheiro. Os Fulmares vivem no Árctico, Inglaterra, Califórnia e no Japão.


Alguns tipos de galinhas podem pôr ovos coloridos. A Ameraucana e a Araucana põem ovos verdes e azuis.

Anedota

Motociclista a 140 km/h numa estrada. De repente deu de encontro com um passarinho e não conseguiu esquivar-se e "pof!". Pelo retrovisor, o rapaz ainda
viu o bichinho dando várias piruetas no asfalto até ficar estendido.
Não contendo o remorso ecológico, ele parou a moto e voltou para
socorrer o bichinho. O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto. Era tal a angústia do motociclista que ele recolheu a pequena ave, levou-a ao veterinário, foi tratada e medicada, comprou uma gaiolinha e a levou para casa, tendo o cuidado de deixar um pouquinho de pão e água para o acidentado. No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência.
Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com o pedaço de pão e a vasilha de água no
canto, o bicho põe as asas na cabeça e grita:

- Não acredito, matei o motoqueiro!

anedota de malucos

Num exame de rotina, o médico do Hospício pergunta a um dos seus pacientes:
- E então, o que foi que inventaste desta vez?
- Eu inventei um objecto que permite ver através das paredes.
- A sério? - pergunta o médico, céptico. - E como se chama esse objecto?
- Janela.


Mas vamos continuar de mãos dadas pedindo forças pra Katiana, que ela consiga se recuperar bem, que continue sendo esse anjinho valente que tem sido...Papai do Céu, abençoa a Katiana!! Segura a mãozinha dela e faz com que ela seja muito valente!!!

Maria, nossa Mãe, segura a mão dessa outra mamãe... Ajude-a a caminhar neste momento!!!! Amém!!!E da minha parte junto neste pedido a Deus, que faça com que todas as crianças que estam doentes não sintam dores e não sofram.

segunda-feira, julho 03, 2006

Encontrei este texto tão actual, não resisti a coloca-lo aqui.
de
ALEXANDRE O'NEILL


NEUROPEU DE FUTEBOL
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O que perde o futebol não é o jogo propriamente dito, mas todo o barulho que se faz à volta dele. É impossível a gente alhear-se do futebol, falado, comentado, transmitido, relatado, visto, ouvido, apostado, gritado, uivado, ladrado, festejado, bebido. O futebol passa deste modo a ser uma chateação permanente. É que não há tasca, pastelaria, sala de jogos, barbearia, recanto de jardim público, quiosque, bomba de gasolina, restaurante, Assembleia da República, supermercado, hipermercado, livraria, loja, montra, escritório, colégio, oficina, fábrica, habitação, diria até, onde, de algum modo, não se ouça falar do jogo que decorre, decorreu ou decorrerá. Quando há transmissão via TV ou Rádio, então a infernização é total. Passam sujeitos na rua de transístor aberto para ouvir o relato, para sofrer e fazer sofrer quem gosta (ou não) de futebol, ouvem-se súbitos gritos guturais, alarido dos diabos. Em casas de comida (pasto), pastelarias, etc., só se vê gente de pescoço esticado para o pequeno ecrã, alguns acompanhando simultaneamente com o rádio de bolso o jogo que está a ver. Isto sem contar com o que vem das residências particulares, quando o calor aperta e as janelas estão abertas. Depois, aparecem os jornais desportivos e os jornais não desportivos, os críticos, os especialistas, os entrevistadores, os grandes títulos verdadeiramente idiotas, como o da presente crónica, para não me furtar ao exemplo. Enfim, o País fica futebol.
É grave? Não é grave? Sei lá. Verifico, apenas, que é assim por toda a parte. E isto massacra, desgosta, faz perder a razoabilidade, a isenção, o bom senso, a simples tineta. Que o futebol pode ser um jogo lindo, emocionante, que dúvida! Ainda há momentos (estou a escrever no domingo) acabei de telever o Portugal-Espanha chutado e dei comigo aos pulos, abraçado a um filho de oito anos de idade - ainda relativamente ileso -, quando os nossos patrícios meteram o seu golo. Eu estava apanhado apenas por razões patrioteiras, que o jogo foi fraco, embora o golo tenha sido lindo.
Mas que vem a ser isto? Então eu que, ao contrário do que é costume, até gosto dos espanhóis, vou-me deixar caçar assim? Que tenho eu a ver, no fundo, com a equipa-de-todos-nós, agora exaltada num hino que dá vontade de rir?
Nestas coisas tem de ser cortar cerce: nunca mais vou chupar desse tabaco que se chama futebol. Em todo o caso, sempre quero dizer que eu, se fosse o Cabrita, tinha metido o Gomes, pelo menos na segunda parte, ou estarão a poupar-lhe as pernas para o Inter de Milão?

(1924-1986)

(in «Jornal de Letras»,
19.5.1984; in «Coração Acordeão»,
edição de Vasco Rosa,
«O Independente», com o
Patrocínio da Fundação Oriente,
Lisboa, 2004)



ALEXANDRE O'NEILL


ALEXANDRE MANUEL VAHIA DE CASTRO O'NEILL DE BULHÕES nasceu no dia 19 de Dezembro de 1924 na cidade de Lisboa - Portugal. Filho do bancário António Pereira de Eça O'Neill de Bulhões e de Maria da Glória Vahia de Castro O'Neill de Bulhões, dona de casa, Alexandre, depois de concluir os estudos do Liceu, ingressa na Escola Náutica de Lisboa.

Em 1944, após concluir o 1º ano, solicitou, junto à capitania de Lisboa, a cédula marítima, que lhe permitira exercer a função de piloto. O pedido lhe foi negado por causa da sua miopia. O´Neill, em entrevista ao semanário Expresso de 21/09/85, se manifestou assim sobre esse episódio:
"Já andei para marinheiro, mas pus óculos e fiquei em terra".

(
No dia 9 de Abril de 1986, Alexandre O´Neill é internado, após um ataque cardíaco, vindo a falecer em 21 de Agosto.