sábado, julho 22, 2006

Primeiro aniversário do meu Blog


Faz dia 23 de Julho 1 ano que postei pela primeira vez, num blog aberto por mim,

todos os que me rodeavam diziam que era uma coisa muito complicada, mas eu lá consegui nem sei como, abrir no blogspot este que é hoje o meu bloguinho do coração
ou talvez pior um vicio.
Quantas vezes fiquei noite dentro, tentando perceber de esta linguagem.

Gostava de reencontrar todos aqueles que passaram por aqui. tenho saudades!
Muito obrigada a todos, que com a presença, incentivo e o carinho me ajudaram a construir meu blog. Sem vocês seriam apenas palavras, escritas para o vento.
Gostava de dizer milhentas coisas mas nada que eu dissesse diria o que sinto, imaginem dois braços meus atravessando o ecrã para vos dar um abraço virtual, dizendo valeu a pena, mesmo nos momentos mais tristes saber que um pouco do meu carinho podia ser entregue me deu felicidade.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

Antoine de Saint-Exupéry


Outro dia, absorta nos meus afazeres eu pensava: Quem são meus amigos do computador?

Quem são eles que fazem o meu riso fluir naturalmente quando me mandam uma mensagem?

Quem são eles, que me fazem não me sentir só,
Visitando o meu blog quase que diariamente?

Quem são? Onde moram? Do que gostam?

Que brilho tem seus olhares?
Como amam?
Como e o que os emociona?
Como brigam pela vida?

Quem são meus amigos do computador? Isso eu não sei...
Mas sei que são pessoas leais e verdadeiras, cuja amizade nasceu sem pedir nada em troca.


Este convívio pode parecer estranho para quem não vive neste universo.
Mas quem conhece esse mundo, não consegue viver sem!

Parentes não podemos escolher...Mas, os amigos sim!

... Posso chamar de amigo, todos vocês que, de alguma forma me dizem diariamente algo de bom, seja numa mensagem, num desabafo, numa música...


...Posso chamar de meus amigos do computador todos vocês que de alguma forma chegaram até aqui, brilham em minha vida, fazem-me sorrir, dar gargalhadas, meditar, fazer oração e chorar emocionada!

Enfim, quero que saibam que sinto muito prazer e carinho
Em poder chamá-los de meus amigos.
(Autoria desconhecida)

Selo para quem quiser guardar está a esquerda o código

quinta-feira, julho 20, 2006


Photobucket - Video and Image Hosting
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Código para o selo do dia dos amigos se quiserem levar a imagem. O selinho de baixo foi a Esménia que me deu, outro da Bee, da bellla Mistura onde eu tomo o café da manhã

Recebi este lindo texto de uma amiga que conheci aqui quando era blogueira, obrigada Tuxa.As fotos fui eu que tirei um dia que andei a passear em Lisboa, hoje madei-as revelar e vim logo coloca-las para todos. Aqui fica também mais um amigo para todos visitarem, aqueles que não o conhecem ainda !



Amigos para Sempre

Amigos loucos e sérios
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.



Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
.

Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.

Marcos Lara Resende



Boa sexta-feira beijinhos carinhosos

Hoje o meu blog está com uma roupa mais antiga, porque deu uma macacada no template que tinha, deixou de funcionar, não é a primeira vez, nem vai ser certamente ser a ultima, por isso enquanto não arranjar o template vei ficar assim.


A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.


Sophia de Mello Breyner

terça-feira, julho 18, 2006


Eu ontem estava triste porque tinha perdido a minha gatinha hoje me sinto envergonhada pela minha tristeza, perante a mãe da Katiana. Recebi hoje o e-mail do Ir. Roberto, nem queria querer no que estava lendo.
Sei que nada que dissermos agora, abrandará sua dor e perda, de mãe. Um beijinho para ti mãe da Katiana dos http://blog.sininhos.zip.net/

Jóias Devolvidas
Narra antiga lenda que um rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos.
Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.
No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.
Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.
Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar.
Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...
Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.
A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado perguntou: o que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!
- O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?
- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!... Por que isso agora?
- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!
E o rabi respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!
- Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito.
- As jóias preciosas eram nossos filhos.
- Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.
O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.
Os filhos são jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que as ajudemos a burilar-se.
Não percamos a oportunidade de enfeitá-las de virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-las a Deus, que possam estar ainda mais belas e mais valiosas.

segunda-feira, julho 17, 2006

O Salvamento e o desaparecimento da minha gata

Hoje estou triste a minha gata Surdinha desapareceu na quarta-feira e até hoje não voltou mais, ela era uma gata especial, tinha com ela uma maneira especial de chama-la para casa era acendendo as luzes do jardim.

Tenho dois vizinhos que não gostam de gatos, e como ela era uma bicha que não ia para a estrada leva-me a pensar se algum deles matou a minha gatinha, e pior é que receio pelas outras, se bem que estejam muito tempo fachadas em casa, sempre gostam de passar pelo jardim. Fotos dos meus gatinhos é clicarem no cubo para ver melhor.
Deixo aqui um texto escrito pela Filipa.
O salvamento
O salvamento
Já ontem cada vez que ia à casa de banho o Charlie (o meu gatito mais novo) olhava insistentemente para o tecto. Perguntava-lhe o que era e ele respondia miando e olhando de novo para cima. Depois de seguir o seu olhar várias vezes em busca de alguma melga, mosquito ou outro insecto qualquer de muitas patas desisti. Hoje de manhã acordei e ao fazer o meu chichi matinal ...lá estava ele de novo num cantinho da banheira a olhar para cima. Por momentos achei que dado o intenso calor dos últimos dias, ele acharia que aquele seria um local mais fresco...mas rapidamente me apercebi da verdadeira razão de tamanha insistência. Por breves instantes ouvi um esvoaçar de asas. Tinha um passarinho preso no respirador ...era essa a razão.

Seguiram-se uma série de viagens à despensa em busca de material de salvamento. Comecei por ir imediatamente buscar uma chave de parafusos. Frustração completa, os parafusos estavam tão enferrujados que não mexiam. Seguidamente fui buscar um escadote...talvez fosse de estar toda esticada, estando mais a direito iria conseguir concerteza tirar os parafusos. Não, não saiam. Bem vamos buscar "bala", o miraculoso spray que resolve tudo...mas desta vez não resolveu nada. Também não, o raio dos parafusos não mexiam um milímetro e como tinham a cabeça praticamente desfeita da ferrugem pior ainda. Fui buscar uma faca, talvez desencaixando a tampa do respirador toda à volta depois conseguisse fazer força e os parafusos de tão enferrujados que estavam dessem de si. Nope...não resultou. No meio destas andanças o passarito ainda soltou uns pios... Tinha de o tirar dali senão por certo ele acabaria por morrer, nem que tivesse que partir a porcaria da tampa. Liguei aos meu pais...eles são os Reis do desenrascanço neste tipo de situações e dão sempre uma boa sugestão ...mas não desta vez. A solução era mesmo partir. Pensei em usar o martelo...mas achei que ainda matava o bichinho do coração com o susto das pancadas. Uma serra...ou melhor uma faca que faça de serra, essa era a melhor solução. Corta daqui...corta dali...mais um pedacinho aqui...olha uns olhinhos...mais um pedacito ali... e voilá. Já dá para ele sair!! O passarito devia estar muito assustado e não saiu logo, por isso tive de lhe dar um toquezito com a chave de parafusos que lhe serviu de incentivo. Voou para a casa de banho e depois de varias tentativas lá o consegui apanhar. Queria saber se estava bem e o que era. Era uma pardalita...parecia estar de boa saúde e aparentemente era ainda teenager pois parecia ainda ter restos de comissura bucal tipica de passarinhos bebés (isto é aquela boca grande e feia, amarela que todos os passarinhos cria têm). Dei-lhe um pedacinho de água...que ela bebeu com gosto e repetiu e por fim libertei-a.
Lá foi ela...Segui-a com olhar até a ver pousar numa arvorezita do jardim daqui da frente.Ainda fiquei ali um pedacinho...mas não a vi mais. E pronto foi um salvamento bem sucedido. Resta arrumar todas as ferramentas, limpar o cotão que caiu e colar a tampa do respirador. E boa sorte com a tua vida pardalita...espero que te tenha servido de lição.Photobucket - Video and Image Hosting