sexta-feira, julho 28, 2006



Hoje acordei com o Óscar, o Óscar está ao meu lado enquanto durmo há mais de 30 anos sempre me seguiu em todas as mudanças de casa, chamou-se Óscar desde o primeiro dia que chegou a minha casa, sempre cumpriu o seu trabalho de forma exemplar apesar de eu muitas vezes ter vontade do o atirar pela janela fora, ele fingia não me ouvir e no dia seguinte repetia o seu trabalho, acordava-me e servia muitas vezes de suporte ao meu copo de leite, enquanto eu, com a pressa de me arranjar para ir para o trabalho, ele ficava esperando com o copo de leite em cima. O Óscar foi sempre um grande amigo e muitas vezes eu estava já acordada antes de ele me acordar, mas eu fingia dormir para ser ele a me despertar. Ele era muito moderno na época dele, ainda hoje se mantém actual nem as novas modas lhe tiraram o seu ar sóbrio, sempre soube escolher a música bonita para o meu despertar.
Pois á uns tempos atrás achei que era altura de ele descansar e dei-lhe a reforma, mas não arranjei substituto, ele tem continuado ao meu lado e hoje talvez para mostrar que ainda estava vivo, apesar de eu passar a ignora-lo, resolveu as 6 horas e 30 minutos tocar uma musica, acordei sentei-me na cama e fiquei a olhar para ele, deu-me uma tristeza enorme (que ainda se mantém até agora), não consegui dizer-lhe nada nem tão pouco apagar a música que tocava era bonita bem escolhida mesmo ao meu gosto.
Meu Óscar, meu amigo, fazes parte da minha casa desde sempre quantas vezes pensei em trocar-te, mas tu que me conhecias tão bem, nunca consegui encontrar outro como tu, com uma luz moderada onde o brilho dos números, não me incomodam no meu sono,
Hoje ali fiquei eu apaixonada por ti meu relógio, radio e despertador.



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Mais umas fotos de Lisboa esqueci-me de dizer que gosto do Bairro Alto, mas não gosto nada de fados é uma musica que nunca gostei, só fados se forem do Carlos do Carmo. A primeira foto é na rua do Coliseu a outra é no Bairro Alto e a de baixo do Rossio, estão um pouco escuras mas é o melhor que consegui tirar.


Gostava de dizer que gostei de conhecer três blogs novos aqui vai os respectivos selos é só clicar não custa muito dar um olá um comentário. O ultimo é meu sobre fadas.







segunda-feira, julho 24, 2006

Hoje começo por desejar muito a paz no mundo.O selo da Bee Obrigada


O que eu gosto da minha Lisboa
Gosto das gaivotas à beira Tejo, gosto do cheiro a sardinha assada no Bairro alto, gosto do ar Branco da cidade quando estou a chegar no cacilheiro,
gosto de ir beber uma Ginjinha ao Rossio, gosto dum Pica-pau ou Perna (uma bebida) nos Restauradores, gosto dos vários elevadores da cidade, gosto das sete colinas que me abraçam quando eu por ali passeio como turista, a olhar a cidade como se nunca a tivesse visto, de apanhar um eléctrico e ir comer uns os pasteis quentinhos a Belém. Tudo isto em transportes, porque se for de carro, todo o encanto e vivência com os alfacinhas, se perde.


Alguns dos pontos mais altos da cidade:
Forte de Monsanto - 230,51 m
Alto da Serafina - 199,23 m
Montes Claros - 170,26 m
Campolide - 141,00 m
Rua da Artilharia 1, prédio número 102 - 138,09 m
Igreja da Estrela - 137,26 m
Palácio da Ajuda - 122,93 m
Instituto Superior Técnico - 114,43 m
Igreja de S. Vicente de Fora - 113,30 m
Castelo de S. Jorge - 112,33 m
Igreja da Graça - 80,00 m
Igreja de S. Roque - 60,00 m

Outros dados "contabilísticos":
Arcos e arcadas existentes em Lisboa: 44
Chafarizes existentes em Lisboa: 56
Igrejas católicas - 102
Jardins públicos - 67
Miradouros - 32
Museus - 51
Palácios - 92
Desta pequena lista, gostaria de destacar os miradouros. Como vimos, são 32 os locais que nos proporcionam visões panorâmicas sobre a bonita cidade de Lisboa.

Poemas sobre o tejo
É varina, usa chinela,
Tem movimentos de gata.
Na canastra, a caravela;
no coração, a fragata.
Em vez de corvos, no xaile
Gaivotas vêm pousar
Quando o vento a leva ao baile,
Baila no baile co`o mar.
É de conchas o vestido;
tem algas na cabeleira;
e nas veias o latido
do motor de uma traineira.
Vende sonho e maresia,
Tempestades apregoa.
Seu nome próprio, Maria.
Seu apelido, Lisboa.
David Mourão Ferreira
(1927-2000)



(...)A vida é leve e arrendada
como esta réstia de espuma.
Toda a gente é séria e é boa!
Não existem homens maus!
Adeus, Tejo! Adeus, Lisboa!
Adeus, Ribeira das Naus!
Adeus! Adeus! Adeus! Adeus!

António Gedeão (1906 – 1997) Não consigo deixar comentários no UOL. desculpem por isso minha ausência.